Haddad afirma que índice de abstenção no Enem 'é normal'

Ministro diz que grande número de estudantes que não fizeram a prova em SP contribuiu para elevar o índice

Agência Brasil,

08 Dezembro 2009 | 14h58

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 8, que considera dentro dos padrões de normalidade o índice de abstenção de 37,7% na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizada no último final de semana, já que houve um longo período entre a data de inscrição e a aplicação da prova. O porcentual foi considerado recorde. Veja também: Ministério Público denuncia 5 por fraude no Enem Presidente do Inep checou os gabaritos pessoalmente MEC divulga o novo gabarito oficial das provas do Enem    "De tudo que ouvi de especialistas da área, da Cesgranrio, do Cespe [instituições que organizam concursos públicos], é natural um aumento da abstenção quando o exame se realiza muito depois da inscrição", disse o ministro. Por causa do furto de provas do exame, o período entre a inscrição e a aplicação da prova foi de quase cinco meses.   Segundo Haddad, o grande número de estudantes que não fizeram a prova no estado de São Paulo (46,9%) contribuiu para elevar o índice nacional de abstenção. "Se excluirmos o estado de São Paulo, onde o impacto do adiamento foi mais forte, nos demais estados, a abstenção ficou em torno de 33%, 34%, que é a média de concursos públicos."   O ministro citou o Enem de 2004, quando o índice de abstenção foi de 32%, e observou: "Então, [a abstenção de 37,7%] não estaria muito fora da série histórica."   Haddad comentou também a divulgação do gabarito do Enem com erro, afirmando que se tratou de um erro de processamento, identificado e corrigido a tempo de não provocar problemas.   Perguntado se haverá renovação no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, o ministro respondeu apenas que vai aguardar o final das investigações sobre o furto da prova. Ele informou que tomará as providências necessárias quando receber o inquérito policial e o resultado da auditoria.   Haddad disse que o Inep está "abalado" pela ocorrência do furto e que é preciso recuperar a autoestima dos servidores.

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