Há problemas na preparação dos alunos para o exame da OAB, diz especialista

Para especialista, banca mantém coerência na cobrança dos temas, sem ‘pegadinhas’

Bárbara Ferreira Santos e Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

28 Julho 2014 | 03h00

O diretor pedagógico do cursinho LFG, Francisco Fontenele, explica que a banca mantém a coerência na cobrança de temas no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). De acordo com ele, prova não tem "pegadinhas". 

O que motivou a realização do levantamento?

Como os índices de aprovação são baixíssimos, queríamos estudar uma maneira para o examinando ter condições de focar efetivamente no que seria cobrado, no perfil da banca. O conteúdo programático das disciplinas é extenso, não dá para estudar tudo. Analisamos disciplina a disciplina, tema a tema, para ver o que a banca costuma exigir.

Por que o índice de aprovação tem diminuído?

A banca tem mantido coerência na cobrança dos temas, mas o que dificulta é o nível de exigência e complexidade. Embora esse nível também tenha sido mantido, há problemas na preparação dos alunos.

Mas o problema está na formação inicial ou na prova? 

Nas duas coisas. A prova é um funil complicado, mas agora também há de se colocar que a banca não tem realizado mais o esquema de “pegadinha”. As provas têm sido bem elaboradas. A meu ver, o que falta é o foco. O aluno se prepara com determinação para resolver as questões. Não é só assistir a aula, ter bons professores, mas também é preciso resolver questões.

Então, mais do que saber o conteúdo, é preciso treinar para a prova?

Se ele não entender o enunciado, interpretar bem o que está lá, não vai conseguir ir bem. O exercício da prova é imprescindível. Tem de conhecer a técnica, o conteúdo, as provas anteriores. O ideal é que não ir para prova sem treinar. / B.F.S. e P.S.

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