Grupo faz ato em apoio aos professores agredidos no Paraná

Cerca de mil pessoas marcham em direção à Assembleia Legislativa do Estado; docentes decidiram nesta quinta manter a greve

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

30 Abril 2015 | 14h02

Atualizada às 14h50

CURITIBA - Um grupo com cerca de mil pessoas começou uma caminhada pela Avenida Cândido de Abreu, em direção à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em um ato de apoio aos professores, agredidos nesta quarta-feira, 29, pela Polícia Militar. A repressão policial deixou 213 feridos. 

O grupo se organizou pelas redes sociais e fez uma parada em frente ao Banco Central, na avenida, onde deve se encontrar com mais pessoas. O movimento começa no momento em que a PM anuncia a retirada de seus efetivos que faziam um cerco de proteção ao prédio da Assembleia Legislativa do Paraná.

Os professores do Paraná decidiram em assembleia na tarde desta quinta-feira, 30, manter a greve. 

O Ministério Público do Paraná convocou uma entrevista coletiva para as 15 horas, onde serão discutidas a violência policial nas manifestações dos professores e as medidas a serem tomadas.

Londrina. Centenas de servidores públicos participaram no final da manhã desta quinta-feira, 30, no centro de Londrina, de um protesto contra a truculência da Polícia Militar. Os servidores usavam camisetas pretas e empunhavam cartazes contra o governador Beto Richa. Um deles dizia: "Beto Richa assassino". A manifestação foi pacífica.

"A ação descabida da Polícia Militar causou vergonha não só para o Paraná, mas para o Brasil e o mundo", afirmou o presidente da Associação dos Professores do Paraná (APP) em Londrina, Antonio Marcos Gonçalves. 

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