Grupo cobra dados sobre educação infantil em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo já informou que não conseguirá entregar as 243 novas creches prometidas devido a entraves burocráticos

O Estado de S. Paulo

01 Julho 2015 | 19h27

Um grupo de mulheres se reuniu nesta quarta-feira, 1, para promover um abaixo-assinado, que será encaminhado à Secretaria da Educação de São Paulo, que irá cobrar respostas sobre a situação da Educação Infantil no município. O grupo é liderado pela organização Ação em Cidadania e tem apoio da Organização Brasileira das Mulheres Empresárias (OBME) e a Liga Brasileira das Mulheres Eleitoras (Libra).

O requerimento pede que o secretário da Educação Gabriel Chalita informe qual o déficit de vagas em creches na capital, quantas unidades estão em construção e o custo médio de cada criança na Educação Infantil. O documento também questiona sobre a existência de outros programas de auxílio às mães com crianças pequenas.

“Queremos ter uma fotografia, um visão global de como está a Educação Infantil no município para que possamos cobrar ações mais efetivas. Nós entendemos que o principal investimento que pode ser feito no país é em educação”, disse a psicanalista Maria Cecília de Almeida Parasmo, organizadora do evento. 

Atrasos. Chalita anunciou em maio deste ano que a prefeitura não deve conseguir entregar as 243 novas creches prometidas durante a campanha eleitoral do prefeito Fernando Haddad (PT). Com as novas unidades, seriam criadas 94 mil vagas em creche, para zerar a fila registrada em 2012. Em março deste ano, a fila por creche chegou a 105.967.

Os entraves burocráticos, como lentidão para desapropriação de terrenos, são alguns dos obstáculos apontados para que a meta fosse revista.  Para conseguir acelerar a criação de vagas, Chalita tem apostado em parcerias com empresas, para que elas banquem a construção ou a doação do terreno. Já há duas creches acordadas com o Shopping Iguatemi e outras 20 com a rede de supermercados Carrefour. Segundo Chalita, o Shopping Aricanduva, cartórios e outros mercados já mostraram interesse.


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