Grifes do MBA unem forças para garantir liderança

A proliferação de cursos de especialização que recebem a chancela de MBA (pós-graduação em administração e negócios) tem incentivado a união de conceituadas escolas de negócios no Brasil e no mundo. Tornam-se mais freqüentes os acordos e parcerias que resultam em novos programas específicos ? cenário incomum até recentemente, em um ambiente de pouca concorrência e reputação garantida para as estrelas da educação executiva.A Escola de Administração e Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-SP) e o Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA) assinaram acordo ensaiado há um ano e meio. Graças à parceria, as duas escolas estão criando o Mestrado Profissional em Logística, com início em 2005. O curso, stricto sensu, será ministrado na sede do ITA, em São José dos Campos (SP).Os idealizadores apostam que uma das empresas mais interessadas nos alunos do novo mestrado profissional é a Embraer, já que existe uma escassez de profissionais no mercado com este perfil.PesquisaMas a parceria não acaba aí. ?Estão previstos projetos de pesquisa em conjunto?, afirmou o professor Jacques Gelman, vice-diretor de Educação Executiva da FGV-Eaesp, a respeito de uma pesquisa que vai avaliar o cluster aeroespacial de São José dos Campos.?O mercado da educação executiva mudou muito. Há uma quantidade gigantesca de oferta de cursos por aí e, por outro lado, uma demanda de ensino de boa qualidade.?O professor da Eaesp-FGV destaca que o acordo com o ITA não se restringe a uma parceria acadêmica, mas representa um acordo que vai estimular ?o aproveitamento de sinergia? para a criação de pesquisas em conjunto. A aproximação, por exemplo, prevê ainda o intercâmbio de professores e alunos entre as duas instituições.No mundo todo aumentou a preocupação das escolas com a aplicação mais pragmática do conhecimento, com maior proximidade com a realidade da sociedade, acredita Gelman. De recente viagem ao mercado americano, o professor traz novidades. ?As escolas de MBA americanas estão incluindo em seus currículos a obrigatoriedade de que seus alunos tenham experiência de gerenciar empresas em outras comunidades internacionais.?Dom Cabral & InseadOutro exemplo: a Fundação Dom Cabral, em parceria com a instituição de ensino francesa Insead, está lançando no Brasil o My Globe ? Managing Young Global Enterprises, programa que conta com o apoio de importantes escolas de negócios de países emergentes.Destinado a gestores seniores (CEOs, diretores e líderes funcionais) de empresas sediadas em mercados emergentes, o programa analisa o contexto do mercado emergente e as melhores práticas de internacionalização. O objetivo é formar executivos que tornem empresas locais mais competitivas.As instituições que apóiam o My Globe são da Grécia (ALBA), África do Sul (Wits), Índia (IBS), Paquistão (LUMS) e Filipinas (AIM). Cada escola realiza um primeiro módulo em seu respectivo país e, na segunda etapa, todos os participantes se reúnem em Fontainebleau, França.Para os executivos brasileiros, garantem seus idealizadores, é uma oportunidade para tomar contato com experiências de multinacionais líderes, ter acesso a pesquisas sobre o tema internacionalização, trocar experiências com os outros participantes e investir na transformação para uma empresa de sucesso global.

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