Grevistas rejeitam reajuste previsto para janeiro

A proposta do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) de reajuste entre 3,5% e 4,8%, a ser aplicado integralmente em janeiro, foi recusada por funcionários e professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em assembléias ocorridas nesta segunda-feira. Eles decidiram manter por tempo indeterminado a greve iniciada há um mês.Nesta terça-feira, no fim da tarde, deve haver nova rodada de negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis, que congrega sindicatos de docentes e servidores das três universidades paulistas e do Centro Paula Souza.Os grevistas não aceitam a decisão do Cruesp de somente negociar reposição a partir de outubro, de acordo com a arrecadação estadual. As três universidade recebem, juntas, 9,57% do orçamento do Estado.Os grevistas definiram 16% de reajuste, mas aceitam negociar o índice, desde que ele seja aplicado de imediato, conforme a presidente da Associação dos Docentes daUnicamp (Adunicamp), Maria Aparecida Afonso Moysés. Segundo ela, o Fórum das Seis fará nova contraproposta, que eleva em pelo menos dois pontos percentuais o índice proposto pelo Cruesp."Mas não acataremos o reajuste zero, queremos reposição imediata", informou Maria Aparecida. Na sexta-feira, os grevistas das três universidades vão promover um ato público em frente ao Palácio Bandeirantes, em São Paulo, para defender o repasse de mais verbas ao ensino estadual.

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