Grevistas da USP desocupam clínica e restaurante em Bauru

Decisão foi tomada após Polícia Militar e oficial de Justiça avisarem que, se houvesse piquete, grupo seria retirado à força

Chico Siqueira, Especial para o Estado

15 Agosto 2014 | 21h05

ARAÇATUBA - Após três dias de piquetes, os funcionários em greve da Universidade de São Paulo (USP) desocuparam, na tarde desta sexta-feira, 15, os prédios do Restaurante Universitário e da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB).

Por causa da ocupação, apenas nesta sexta 170 pacientes da clínica ficaram sem atendimento. Na quinta-feira, 14, 250 pacientes deixaram de ser atendidos após os grevistas paralisarem a central de esterilização e impedirem a entrada de cerca de 30 professores e funcionários.

No começo da tarde desta sexta, a Polícia Militar e um oficial de Justiça avisaram os grevistas que, se insistissem com os piquetes, seriam retirados à força, em cumprimento a uma liminar de reintegração de posse concedida pela Justiça.

Desde quarta-feira, 13, cerca de 80 grevistas paralisavam os atendimentos em algumas clínicas da FOB, em protesto contra o corte de ponto dos funcionários da USP que estão em greve desde 27 de maio. A liminar de reintegração de posse, proibindo a ocupação dos prédios da faculdade pelos grevistas, foi concedida pela juíza da 2.ª Vara da Fazenda Pública Elaine Cristina Storino Leoni, com multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. 

Num balanço parcial, mesmo após terem sido obrigados a deixar o restaurante e a clínica, os grevistas consideraram que o movimento foi “positivo”.

Mais conteúdo sobre:
USP greve

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.