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Grevistas da UFRJ protestam no Rio contra cortes

Com tendas na Cinelândia, professores, funcionários e estudantes tentam chamar a atenção da população sobre reivindicações

Danielle Villela, O Estado de S. Paulo

16 Julho 2015 | 13h38

RIO - Em greve desde o dia 23 de junho, professores, funcionários e estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizam um ato público desde as 12h desta quinta-feira, 16, na Cinelândia, na região central do Rio de Janeiro, contra os cortes no orçamento sofridos pelas instituições públicas de ensino superior. Diversas unidades da UFRJ montarão tendas no local para realização de atividades como debates, palestras, instalações, aulas públicas, oficinas, saraus de poesia e exibição de filmes. 

Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. O encerramento está previsto para as 17h, com um ato-show unificado da educação federal em greve no Rio. Participam do movimento grevista a Associação dos Docentes da UFRJ (Adufrj), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj), a Associação de Pós-Graduandos da UFRJ (APG) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata. A expectativa dos organizadores é de reunir cerca de 1.000 pessoas no ato.

"É um ato de todas as categorias que estão em greve e nosso objetivo é dialogar com a população e denunciar os cortes que vão inviabilizar o funcionamento da universidade", afirma Cláudio Ribeiro, presidente da Associação dos Docentes da UFRJ (Adufrj).

Além de protestar contra os cortes no orçamento e reivindicar ampliação de investimento nas instituições federais de ensino, o movimento é contra a contratação de professores via organizações sociais e terceirização. A pauta de reivindicações inclui ainda a melhoria das condições de trabalho, reestruturação da carreira dos professores e valorização salarial de ativos e aposentados. 

Os servidores técnico-administrativos da UFRJ estão em greve desde o dia 21 de maio e os estudantes desde o dia 28 de maio. Os professores, por sua vez, chegaram a decidir pela não adesão ao movimento em maio, acabaram entrando em greve em 23 de junho.

O Comando Local de Greve da UFRJ já havia realizado outro protesto na quarta-feira, 15, nas laterais da Ponte do Saber, que dá acesso à Ilha do Fundão, onde está instalada a Cidade Universitária, na zona norte. 

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