Greve nas universidades paulistas não tem prazo

Os funcionários e professores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidiram nesta segunda-feira manter a greve, por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 16% e uma política de reposição das perdas salariais nas três instituições estaduais.Foi aprovado também um piquete para impedir a entrada nesta terça-feira dos trabalhadores na reitoria da Universidade de São Paulo (USP). Ao saber da decisão, o reitor Adolpho José Melfi marcou reunião com diretores de unidades em outro prédio na Cidade Universitária. Às 14h30, os grevistas participarão de uma audiência pública com o secretário da Fazenda, Eduardo Guardia, na Assembléia Legislativa de São Paulo.Para quinta-feira está programada uma passeata até a Assembléia. A concentração será ao meio-dia, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Eles serão recebidos pela Comissão de Ciência e Tecnologia para discutir o aumento de recursos para a educação.CampinasProfessores e funcionários da Unicamp marcaram para esta terça uma manifestação no centro da cidade. Segundo balanço do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), a adesão ao movimento chegou a 70%.A Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp) informou que a paralisação atinge quase todas as unidades de ensino e pesquisa. De acordo com a presidente da Adunicamp, professora titular do Departamento de Pediatria, Maria Aparecida Afonso Moysés, quatro unidades estão totalmente paralisadas.A Assessoria de Imprensa da Unicamp divulgou boletim comunicando que apenas o Instituto de filosofia e Ciências Humanas está completamente parado e os outros três com interrupção parcial de aulas.O coordenador-geral do STU, João Raimundo Mendonça de Souza, disse que na quarta-feira haverá uma assembléia específica para os funcionários da área de saúde para decidir sobre a greve. Eles ainda não aderiram ao movimento, conforme Souza. Segundo a universidade, o atendimento nos setores de saúde é normal.

Agencia Estado,

31 de maio de 2004 | 22h51

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