Greve nas escolas municipais chega ao 15º dia

A greve dos professores das escolas municipais entra nesta terça-feira no 15º dia sem qualquer sinal de acordo entre Prefeitura e servidores. O Município endureceu o discurso na sexta-feira depois que sua proposta foi rejeitada pela categoria e comunicou que vai descontar os dias parados. Além disso, exige a volta dos professores às salas de aula para retomar negociação. Até a noite de segunda-feira, a greve estava mantida.Segundo o sindicato, 75% das quase 900 escolas de ensino infantil e fundamental estão paralisadas total ou parcialmente. A Prefeitura discorda e diz que a greve está concentrada no ensino fundamental. Das 334, cem estariam funcionando precariamente. No restante, haveria paralisações pontuais.Alunos da Emef Enzo Antônio Silvestrin, no Jaraguá, zona norte, não vão à escola há duas semanas. Das 17 salas de aula, 16 estão vazias. Uma única turma da 3ª série tem tido aula normalmente porque a professora não aderiu à paralisação. A escola tem 1.785 alunos matriculados.Adriana, de 7 anos, vestiu o uniforme e foi com a mãe Rosemeire Batista Nemet, de 25, à escola na esperança de ficar por lá. "Ela me pede todo dia para ir e pergunta se não vai nunca mais ter aula", contou Rosemeire. A caminhada, no entanto, foi em vão. Antecipação"Propomos o que é possível. Se eles não aceitaram, temos de cumprir com nossa obrigação", alertou o secretário de Gestão, Januário Montone.A Prefeitura propôs antecipação de dezembro para julho do pagamento de R$ 350 da Gratificação de Desempenho Educacional (GDE). Os professores exigem aumento do piso salarial de R$ 509 para R$ 960 (para professores com ensino médio) e de R$ 615 para R$ 1.159 (com curso superior). Segundo a Prefeitura, o salário médio da rede é de R$ 2.371 e somente 6% dos 53 mil professores recebem o salário-base.

Agencia Estado,

11 de abril de 2006 | 02h14

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