Greve na USP deve atingir vários serviços

Paralisação dos funcionários afetará bibliotecas, refeitórios e laboratórios

04 de maio de 2010 | 11h40

Os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, dia 5. Os professores não vão participar, mas os alunos sentirão os efeitos da paralisação.

 

Isso porque serão prejudicados os serviços nas bibliotecas, nos quatro refeitórios e nos laboratórios onde ocorrem as aulas práticas. As duas linhas de ônibus internas também serão atingidas. Os atendimentos nos museus deverão ser afetados.

 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), a paralisação começa às 6 horas, com reuniões de funcionários para consolidar o movimento. O comando de greve deve se reunir em assembleia geral no prédio da Faculdade de História durante a manhã e, à tarde, na sede do sindicato.

 

Ainda segundo o Sintusp, além dos servidores da USP, parte dos funcionários em Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba, da Unesp e da Unicamp prometem paralisação a partir do dia 6 de maio. Cerca de 30 mil trabalhadores fazem parte da relação de servidores das três universidades, sendo metade desse total da USP.

 

A categoria reivindica reposição de 16% e incorporação de R$ 200 ao salário-base. Os grevistas também querem a extensão, para todos os servidores das universidades estaduais paulistas, do reajuste de 6% retroativo a fevereiro concedido aos professores no início de março.

 

A paralisação foi aprovada na quinta-feira, dia 29 de abril, em assembleia do Sintusp. Após a reunião, os funcionários fizeram um ato em frente à reitoria, na Cidade Universitária, com faixas e carro de som.

 

No dia 11, haverá reunião de negociação entre o Fórum das Seis (entidade que congrega sindicatos de professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp e do Centro Paula Souza) e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Antes do encontro, marcado para as 15 horas, os sindicatos devem realizar um protesto conjunto em frente à nova sede do conselho, na Rua Itapeva, região central de São Paulo.

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