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Greve dos professores do Paraná acaba após 29 dias

Governo atendeu a reivindicações e aulas devem recomeçar na quinta-feira; após assembleia que reuniu 10 mil docentes, eles seguiram até o Palácio do Iguaçu para desmontar as barracas

O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 17h11

Atualizada às 21h01

A rede estadual do Paraná deve começar o ano letivo nesta quinta-feira. Após 29 dias de greve, um grupo de 10 mil professores decidiu nesta segunda-feira, 9, em assembleia no Estádio da Vila Capanema, em Curitiba, suspender a paralisação. Eles, porém, mantiveram o estado de greve até o dia 31, quando o governo estadual deverá pagar o valor relativo a 1/3 das férias.

A greve, que atingiu 950 mil alunos da rede estadual, começou quando o governador Beto Richa (PSDB) tentou votar pacote de medidas de austeridade na Assembleia Legislativa. Além do pagamento das férias, os professores querem a nomeação imediata de 1.460 profissionais, assim como a não interferência do governo no fundo previdenciário.

Na reunião mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça, o governo se comprometeu a cumprir 17 itens de compromissos e a garantia de não retirar direitos adquiridos pelos servidores estaduais. 

Após a assembleia, os professores seguiram para o Centro Cívico, onde havia um acampamento com centenas de docentes do interior do Estado. Eles dormiram no local durante a paralisação. As barracas começaram a ser desmontadas na tarde desta segunda.

Na quarta-feira passada, 4, o desembargador Luiz Mateus de Lima havia determinado o retorno imediato das aulas nas escolas estaduais do Paraná, com a ameaça de multa diária de R$ 20 mil. O sindicato foi notificado sobre a decisão na sexta-feira, 6.

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