Greve deixa indefinido início das aulas para calouros

"Existe, sim, a possibilidade de as aulas não começarem na data prevista para os candidatos que passarem no vestibular", diz Fernando Prado, diretor da Vunesp, fundação responsável pelo vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Podemos garantir apenas a realização das provas e as datas das matrículas."As reitorias das três instituições paulistas, em greve há quase 40 dias, ainda não têm fechado o calendário de reposição das aulas. "O ano letivo terá início normalmente se a decisão das escolas for de repor as aulas perdidas com a greve a partir dos próximos dias."Os vestibulandos deverão ser informados só nos dias das matrículas - 28 e 29 para os convocados e 30 para os candidatos que ficarem em lista de espera.De acordo com o diretor da Vunesp, a decisão do dia exato do início das aulas fica por conta de cada unidade. A Unesp tem 32 unidades espalhadas pelo Estado.A estudante Luciana Monteiro, de 19 anos, que disputa uma vaga para engenharia de produção, está tranqüila com a paralisação. "Essa é uma situação pela qual qualquer faculdade pública pode passar."Professores e funcionários da Unesp - assim como os da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP) - estão em greve há quase 40 dias e ainda não há previsão para o término da paralisação. Os grevistas pedem reajuste de 16%.No fim de junho, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) rejeitou a proposta de reajuste salarial de 9,41%, feita pelo Fórum das Seis, que congrega sindicatos de professores e funcionários das três universidades e do Centro Paula Souza.

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