Greve de servidores provoca suspensão de aulas da graduação e pós na UEL

Medida vale enquanto durar a greve dos professores e dos servidores técnico-administrativos, que dura quase 2 meses

Danilo Marconi, ESPECIAL PARA O ESTADO

25 Maio 2015 | 20h45

LONDRINA - O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná, determinou nesta segunda-feira, 25, a suspensão do calendário de aulas dos cursos de graduação e pós-graduação até o final da greve dos servidores técnico-administrativos e professores. Os funcionários públicos estão de braços cruzados há quase dois meses, a paralisação também afeta o atendimento nos hospitais Universitário (HU) e de Clínicas (HC). 

A suspensão afeta diretamente o vestibular da UEL, considerado o mais concorrido entre instituições públicas do interior do Paraná, com participação média de cerca de 25 mil candidatos/ano. A proposta foi aprovada por 31 dos 34 conselheiros presentes. O resultado foi comemorado pelas pessoas que acompanhavam a reunião.

A reunião foi acalorada. Os membros do órgão tiveram que mudar da Sala dos Conselhos, por conta do grande número de presentes, e transferiram as discussões para o anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Centenas de pessoas acompanharam o debate. 

O Cepe também suspendeu a data do processo de inscrição do vestibular, marcada até então para ocorrer entre os dias 10 de agosto e 10 de setembro deste ano. O processo seletivo só volta a ser discutido com o fim da greve de servidores e docentes.

A única situação pendente foi a manutenção dos trabalhos acadêmicos dentro dos HU e HC. A Comissão de Ética do Comando de Mobilização dos grevistas deve decidir os impactos da suspensão das aulas sobre os residentes dos cursos de Medicina e Odontologia. Caso os serviços prestados pelos alunos em residência no Hospital Universitário e na Clínica Odontológica sejam considerados essenciais, as atividades continuam, independente da greve. A direção da UEL não deu entrevista.


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