Greve de professores tem baixa adesão no interior de SP

Apesar da greve de professores da rede estadual de ensino paulista estar marcada para começar hoje, a paralisação não foi intensa nas cidades de Ribeirão Preto e Sorocaba. O diretor estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), em Ribeirão Preto, Mauro Inácio, disse que mais de 40% dos professores da região teriam aderido à greve. A Secretaria Estadual da Educação, por meio da assessoria de imprensa, informou que o movimento de paralisação na região de Ribeirão Preto não era suficiente para se falar em greve.

BRÁS HENRIQUE E JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agencia Estado

08 Março 2010 | 19h45

Segundo Inácio, o movimento deverá ganhar força amanhã, pois os alunos que foram à escola não foram dispensados, mas avisados que a paralisação iria se intensificar. "A maioria dos professores está aderindo", afirmou Inácio. Segundo ele, existem 116 escolas em sua área de atuação, em 14 cidades.

Em Sorocaba, das 80 escolas estaduais, apenas duas aderiram à greve decidida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo. Um dos estabelecimentos fica no bairro de Brigadeiro Tobias, o outro, na região central.

A Delegacia de Ensino informou que as aulas eram consideradas normais em toda a rede. De acordo com o sindicato, nas outras escolas os professores compareceram às aulas, mas não assinaram o ponto, limitando-se a orientar os alunos sobre as razões do movimento. Na Escola Estadual Júlio Prestes de Albuquerque, os alunos foram informados de que a greve começa amanhã. O sindicato vai realizar uma passeata pelas ruas da cidade na quinta-feira para mobilizar a população.

Movimento grevista

Os professores decidiram pela greve em assembleia na sexta-feira,quando mais de 10 mil professores aprovaram a greve por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira. As principais reivindicações da categoria são reajuste salarial imediato de 34,3% e incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados.

Eles também são contra às avaliações excludentes (provão e avaliação de mérito), à municipalização do ensino e qualquer reforma que prejudique a educação, em todos os níveis.

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