Greve afeta escolas tecnológicas de São Paulo

Professores e funcionários de escolas e faculdades tecnológicas do Estado de São Paulo estão em greve desde segunda-feira, por tempo indeterminado, reivindicando a reposição salarial de 72,22%, referente aos oito anos nos quais o governo paulista não concedeu aumentos. As 112 instituições (103 escolas técnicas e nove Faculdades Tecnológicas Paula Souza, as Fatecs) têm 4.859 professores e servidores.O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público Estadual Técnico, Tecnológico e Profissional do Estado de São Paulo (Sinteps),João Aílton Lemos Ferreira, afirma que 31 instituições estão paradas e que 70% do pessoal aderiu à greve. ?As que estão em greve são as grandes escolas, que chegam aos 70% (do pessoal)?, diz ele.Em Ribeirão Preto, cerca de 80 professores e funcionários da Escola José Martimiano da Silva, nos Campos Elíseos, aderiram à greve, assim como outros 80 da Escola Industrial de Franca. A instituição de Ribeirão Preto tem nove cursos e aproximadamente 1.700 alunos.?O reajuste foi autorizado, todos os anos, pelo Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp), mas o governo não fez os repasses?, explicou Ferreira, acrescentando que não existe previsão de reunião de negociação com o governo. Ferreira comenta que as negociações com o governo paulista devem ser com os secretários da Casa Civil, Arnaldo Madeira, e de Ciência e Tecnologia, João Carlos de Souza Meirelles, além do superintendente do Centro Paula Souza, Marcos Monteiro.

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2004 | 12h59

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