Gráfica alega proibição contratual para não se manifestar sobre problema no Enem

A gráfica receberá R$ 68,8 milhões para imprimir provas neste e no próximo ano

07 Novembro 2010 | 20h42

Um impedimento contratual com o Inep. É a razão alegada pelo diretor de Marketing da RR Donnelley, Amilton Garrau, para não se manifestar publicamente sobre os problemas da prova do Enem. Garrau disse que instituto já está apurando os erros junto à gráfica e deve se pronunciar ainda esta semana.

 

A gráfica receberá R$ 68,8 milhões para imprimir o Enem deste e do próximo ano. O contrato deste ano previa a adoção de vários procedimentos de segurança no ambiente da gráfica, como portões automatizados, portaria com blindagem e central de monitoramento para a operação, com vigilantes distribuídos a cada 100 metros quadrados da área de impressão. Além disso, o documento determinava que os funcionários teriam de usar uniforme sem bolsos.

 

O resultado do pregão eletrônico para impressão da prova saiu no Diário Oficial da União em 9 de setembro, menos de dois meses antes do Enem. A licitação foi alvo de batalha judicial entre o Inep e uma das gráficas concorrentes, a Plural. Por isso, a pré-impressão (versão preliminar, passível de revisão) do exame começou com atraso de quase um mês. No ano passado, depois do vazamento da prova da gráfica do Plural e do cancelamento do Enem, a RR Donnelley foi escolhida para a impressão do exame. Em um ano, o valor do contrato aumentou 115,66%. O MEC atribuiu a diferença de preço ao fato de a licitação contemplar duas edições do Enem e à necessidade de imprimir mais cadernos, porque o número de inscritos subiu de 4,1 milhões para 4,6 milhões em relação a 2009.

 

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