Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Luciana Alvarez, especial para o Estado

31 Outubro 2017 | 06h00

SÃO PAULO - Há pouco mais de um ano, a entrada dos grandes navios no canal do porto de Santos, no litoral paulista, é feita com a ajuda do sistema ReDraft, que processa em tempo real dados de variação da maré, altura das ondas e intensidade das correntes marítimas. O inovador produto foi desenvolvido por um professor e ex-alunos dentro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que passaram por um treinamento oferecido pela instituição. 

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“Um pesquisador às vezes se apaixona por um assunto, passa anos estudando, mas, quando chega ao final, percebe que o produto não interessa a mais ninguém. O curso mostrou que devemos seguir o caminho contrário: identificar um problema e, com base nele, trabalhar na pesquisa”, afirma Rafael Watai, um dos sócios-fundadores da empresa, graduado e doutor em Engenharia Naval pela Poli.

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A empresa dos ex-alunos da Poli hoje tem uma sede fora da USP, mas seus sócios continuam usando a infraestrutura da escola para pesquisar e testar, graças a uma parceria. “Essa relação entre empresas e universidade é comum no exterior, mas ainda é rara por aqui. Como a gente desenvolve toda a tecnologia, estar na Poli é muito importante”, diz Watai. 

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No total, 20 grupos já participaram do treinamento financiado pela diretoria da Poli. “Dado o pendor de alguns alunos para iniciativas de novos negócios, nós contratamos um consultor para dar o treinamento. O enfoque são as inovações de conteúdo tecnológico”, afirma o diretor da Poli, José Roberto Castilho Piqueira. 

A iniciativa deu tão certo que a instituição decidiu formar uma rede, incluindo diversas faculdades de Engenharia espalhadas por todo o território nacional. Os grupos selecionados fora da Poli passam pelo treinamento a distância. 

E há mais para acontecer: a oferta da capacitação será ampliada para faculdades e escolas técnicas da rede estadual, em unidades da zona leste da capital - um aluno da Poli vai ser colocado em cada grupo. “A gente tem de levar o emprego para perto de onde as pessoas moram. E, além disso, os nossos alunos vão sair com responsabilidade pelo mundo à sua volta”, afirma Piqueira.

Inovação

Para acompanhar mudanças no mercado, cursos clássicos como os de Engenharia na USP já passam por transformações. Na Poli, uma das mais tradicionais escolas na área do País, o treinamento para quem deseja fundar startups é apenas uma das vertentes de inovação. Outro exemplo dentro da escola é o InovaLab, um laboratório multidisciplinar de livre acesso para todos os alunos criado há cinco anos. 

“A gente tinha laboratórios muito bons de pesquisa e ensino, mas sempre dentro de determinada área - e que ficava fechado fora do horário de aula. Faltava um lugar para interesses variados, trabalhos de fim de curso ou projetos pessoais”, diz Eduardo Zancul, um dos idealizadores do InovaLab. 

No laboratório, é oferecida uma série de disciplinas optativas em que os futuros engenheiros têm de trabalhar com estudantes de outras faculdades - às vezes até mesmo de fora da USP. 

Além da boa aceitação por parte dos alunos, o aproveitamento tem sido ótimo também do ponto de vista acadêmico. “Em relação às disciplinas tradicionais, a gente nota um avanço maior nas competências técnicas, assim como no desejo e na habilidade para inovar. Estamos trabalhando o aprender a aprender”, explica Zancul.

 

Fora da sala

Como na USP, dentro da Fundação Getulio Vargas (FGV) o incentivo à inovação tem sido prático e voltado para o mundo real. Há dois anos, a FGV lançou uma aceleradora de startups. Para se candidatar, um dos sócios tem de ser aluno ou ex-aluno da instituição. “A gente oferece (o programa para startups) com intuito educacional. Há mentorias e acesso a parceiros”, conta o professor Gilberto Sarfati. 

Além de ter alguém ligado à FGV, para passar no processo seletivo a startup tem de estar em um estágio conhecido no mercado como “pré -seed”, que é um pouco depois da ideia, mas antes de começar a gerar receita. “A gente percebeu que grande parte dos investidores não atende esse estágio, pois pega negócios apenas quando eles já dão receita”, explica Sarfati.

O “ecossistema” empresarial dentro da FGV continua se sofisticando. Neste ano foi fundado um grupo de investidores-anjo, que apostam em novas empresas mesmo sem muitas garantias. Os anjos são cerca de 50 ex-alunos da instituição. 

“Há três anos, um grupo de estudantes organizou uma liga de empreendedorismo, uma entidade estudantil que busca palestras e promove discussões sobre o tema”, diz Sarfati. Segundo ele, a FGV oferece a disciplina de empreendedorismo na grade obrigatória há dez anos. 

A junção de tantas frentes é necessária para criar uma cultura empreendedora, embora nem todos os estudantes acabem empreendendo. “Ainda temos muitos alunos que vão para o mercado financeiro. De qualquer forma, o profissional sai com uma cabeça mais aberta, pronto para a convivência em espaços tradicionais ou mais inovadores”, diz Sarfati. 

Insper aplica temas tradicionais em questões cotidianas

No Insper, é a inovação que norteia a própria estrutura curricular dos cursos. “Na grade de Engenharia, por exemplo, não existem as disciplinas de Cálculo 1 e 2 ou Física 1 e 2. Os conteúdos estão presentes, mas no contexto da aplicação. Na trilha de design, o estudante vai aprender os fundamentos do cálculo em questões reais, envolvidos em um problema”, explica Sílvio Laban, diretor da instituição.

De acordo com ele, a metodologia de resolução de problemas promove um aprendizado mais eficaz e cria um profissional mais bem equipado para lidar com o mundo no futuro. 

A dinâmica curricular promove um papel de protagonismo e há outros projetos que ajudam os jovens a trabalhar em equipes multidisciplinares. O Insper tem um convênio com a faculdade do Hospital Albert Einstein para promover “hackathons”, uma espécie de maratona de desenvolvimento de tecnologias para solucionar algum problema urgente.

“Eles fazem um estudo preliminar. Depois, os alunos de Medicina, Enfermagem, Administração e Engenharia trabalham juntos durante um fim de semana e saem com projetos para melhorar uma questão de saúde”, explica Laban. Ao final do curso, o profissional tem um “espírito diferente”, garante o diretor, pronto para assumir a responsabilidade sobre seu processo de desenvolvimento profissional e disposto a aprender sempre.

Desafios

36% de alunos do ensino superior estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo da universidade, aponta pesquisa de 2016 da Endeavor e do Sebrae. O estudo entrevistou professores e alunos de mais de 70 instituições

54% das matérias sobre o tema visam a apenas inspirar os alunos a empreender. Assuntos mais práticos como franquias e gestão de pequenos negócios aparecem pouco na grade curricular

33% dos estudantes dizem que têm conversas com seus professores que os ajudam nos negócios, mas 52% sequer conversam

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Luciana Alvarez, especial para o Estado

31 Outubro 2017 | 06h00

SÃO PAULO - Computação cognitiva, inteligência artificial, tecnologia blockchain, modelagem de dados. Termos como esses, comuns ao universo de tecnologia da informação, estão se infiltrando no jargão de outras profissões. Entraram, por exemplo, no vocabulário do advogado Leandro de Paula Souza, desde que ele fez o curso de Ciência de Dados Aplicados ao Direito, do Instituto de Direito Público de São Paulo (IDP). 

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Souza garante que o aprendizado está sendo aplicado no dia a dia profissional. “Os conceitos que aprendi já estão sendo úteis, porque atuo em questões relacionadas ao Sistema Público de Escrituração Digital e em comissões de Direito Digital e de compliance, em que estes temas são discutidos com bastante frequência”, diz. 

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Assim como no cotidiano de Souza, a necessidade de lidar com um volume de dados sem precedentes está na rotina de muitos advogados, o que fez o curso de curta duração do IDP na área ganhar até lista de espera para as próximas edições. 

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“Temos todos os processos digitalizados, temos a lei de acesso às informações, mas precisamos aprender a trabalhar com essa riqueza de dados de forma que ela nos auxilie a tomar boas decisões”, afirma Alexandre Zavaglia, diretor executivo do IDP. 

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Uma tecnologia pode ler petições em uma velocidade que nenhum ser humano seria capaz e pode indicar quando é melhor fazer acordo, quando é melhor discutir.
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Alexandre Zavaglia, diretor executivo do IDP

Como os advogados, profissões de formações diversas têm se lançado ao desafio de aprender a lidar com o chamado Big Data. “Os principais segmentos que estão demandando cursos são os setores financeiro, ou seja, os bancos, e o de telecomunicações”, afirma Alessandra Montini, coordenadora dos cursos in company de MBA em Big Data e Data Mining da Fundação Instituto de Administração (FIA). Há demanda, contudo, de quase todas as áreas. A FIA já promoveu o MBA para farmacêuticas, empresas do setor de alimentos, seguros, varejo, área médica e comunicação. 

Levar o tema a alunos de diversas formações é um desafio das instituições de ensino, que têm optado por segmentar seus cursos por áreas de atuação para lidar com as necessidades específicas de cada carreira. “É complicado trabalhar um tema tão técnico com profissionais que não têm formação em exatas. Temos uma camada de tecnologia, em que as pessoas precisam entender de captura de dados e elaboração de banco de dados. A parte de análise e de modelagem é mais fácil, porque já existem programas prontos”, diz Alessandra.

Negócios

Os gestores são outro público com interesse em se aprofundar nas ciências de dados. Para responder a essa demanda, a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou há dois anos um MBA em análise de dados de negócios. 

“O curso tem inspiração em outros do exterior, mas customizamos para nossa realidade, para os negócios brasileiros. É desejável ter algum conhecimento prévio de computação, mas damos os fundamentos das técnicas. Se a pessoa tiver motivação e se se dispuser a estudar, ela acompanha”, diz José Luiz Kugler, coordenador do MBA da FGV. 

A ex-aluna Maria Clara Couto, que trabalha como gestora de projetos, mas teve a Psicologia como formação inicial, terminou o MBA há um ano e diz ter conseguido aproveitar bem o curso. “Trabalhei muito com pesquisa, tinha alguma base, mas ainda assim foi bastante desafiador. Aprendi muito também com os meus colegas, porque vários vinham de formações de exatas”, relata.

 

 

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Luciana Alvarez, especial para o Estado

31 Outubro 2017 | 06h00

SÃO PAULO - Aos 23 anos, Eduardo Ghoulart está prestes a se formar na terceira turma de Mídias Sociais Digitais. “Cheguei a começar Design Gráfico em outra instituição, mas quando li sobre esse curso percebi que estava diante de algo novo. Ao ver quais eram as matérias da grade, notei que sintetizava várias profissões, o que me atraiu. Decidi mudar e mergulhei de verdade”, conta o universitário.

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No curso de Mídias Sociais Digitais, ofertado pela escola de Belas Artes de São Paulo, ele conta que já aprendeu sobre planejamento financeiro, jornalismo, marketing (conteúdo e mensuração), branding, fotografia e vídeo. E o fato de o curso ser novo não significa que os alunos tenham dificuldade para se colocar no mercado. “Já fiz dois estágios, um em startup, outro como redator para um canal tradicional. Agora estou responsável pela mídia social de uma indústria farmacêutica. Tem sido sempre um desafio. O atual é me comunicar bem com um público de profissionais de saúde.”

+++ Ciência de dados se ‘infiltra’ em formações não tecnológicas

Além de conseguir trabalhar contratado por empresas, Ghoulart também criou uma startup de arte que acabou indo para a incubadora da Belas Artes. “O curso dá um leque amplo de possibilidades. Existe uma urgência do mercado hoje para o profissional qualificado trabalhar bem com as mídias digitais. Mas sei que não dá para parar nunca, temos de nos reinventar, manter o bichinho da curiosidade crescendo.” 

+++ ‘Sistemas vão fazer o que homem faz hoje’

Uma das idealizadoras e hoje coordenadora do curso da Belas Artes, Carol Garcia conta que a ideia veio de uma empreendedora da área de “estilo de vida” com forte presença nas mídias sociais. “Ela contava que as empresas com as quais trabalhava, muitas vezes de grande porte, não sabiam lidar com as redes sociais. Ela não encontrava um interlocutor”, relata. E o brasileiro usa muito, em todos os segmentos, as redes sociais digitais. 

A escolha por montar uma graduação rápida, de apenas dois anos, visa a atender um mercado muito dinâmico, justifica Carol. “Muitos dos nossos alunos estão fazendo como segunda graduação e querem levar esse conhecimento para seu cotidiano de trabalho”, afirma. Além disso, durante a graduação, muitos começaram a empreender, relata ela. 

A busca por uma formação multidisciplinar levou Mariana Jardim, de 19 anos, a entrar para o curso de Ciências Sociais do Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Ela fez técnico em Marketing e pretendia seguir na área. “Mas o que eu mais gostava era pesquisar sobre o comportamento do consumidor. E, lendo as disciplinas nas grades, não vi nenhum curso com enfoque nisso. Até que uma colega me contou sobre esse novo curso da ESPM”, conta a adolescente, que está no segundo ano.

“Tem muita psicologia. Ensina a trabalhar com dados também”, comenta. Ela está satisfeita com tudo, já faz um estágio em uma empresa de pesquisa de mercado e diz que a única dificuldade é explicar o que ela está estudando para a família e os amigos. “Quando digo o nome, é sempre um choque e ninguém entende. Tenho de explicar o que estudo.” 

De acordo com o coordenador do curso, Mario Rene, há um vasto mercado de trabalho para os graduandos, mas ninguém oferecia algo parecido porque há preconceito acadêmico em relação ao assunto. “O consumo precede o marketing. Todo mundo consome porque precisa ou deseja alguma coisa”, diz ele, que montou uma grade que inclui conteúdos de antropologia, política, religião, neurociência e economia do comportamento. 

 

Versatilidade

O mercado atual exige profissionais polivalentes, com competências em diversas áreas de conhecimento. Mesmo em cursos que aparentemente são da área de exatas, como Jogos Digitais, os graduandos precisam aprender sobre desenho, roteiro e animação, lembra o professor David Lenes, do departamento de Ciências da Computação da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). 

Para quem consegue se encaixar nesse perfil, há muitas oportunidades. “As empresas nacionais de jogos estão começando a se consolidar. O espaço existe, mas para entrar no mercado é preciso ter um portfólio que o destaque”, explica David. 

A graduação na área de jogos não é exatamente novidade na PUC: o curso está completando dez anos. Mas a universidade está sempre se atualizando segundo as novas demandas. “Em 2018 começaremos a oferecer o curso de Design, que é na verdade Design de Interações, para capacitar os alunos a desenvolver projetos nas tecnologias digitais emergentes. “É uma proposta única, com a metodologia toda voltada para projetos”, afirma Lenes.

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‘Sistemas vão fazer o que homem faz hoje’

Confira a entrevista de Leandro Herrera sobre as mudanças no mercado de trabalho e as novas exigências para o profissional

Entrevista com

Leandro Herrera, fundador da startup de educação Tera

Luciana Alvarez, especial para o Estado

31 Outubro 2017 | 06h00

Como se preparar para carreiras que ainda nem existem?

Há dois componentes diferentes: as chamadas soft skills (habilidades comportamentais), que são mais de atitudes do que técnicas, e as hard skills (habilidades técnicas). Os sistemas inteligentes vão cumprir muito do que o ser humano faz hoje. Portanto, vai ser mais importante a frente de soft skills. Devemos desenvolver a inteligência social, a gestão da carga cognitiva, a capacidade de transitar por vários assuntos, de entender os problemas de forma sistêmica. Essas competências vão servir para qualquer profissão. 

+++ Carreiras clássicas apostam em inovação

É possível imaginar o que vai acontecer na frente das hard skils?

Sim. Em todas as profissões, aumenta a necessidade de analisar dados, algo que pede conhecimentos técnicos, para saber usar as informações existentes. E ganha mais relevância o design de forma ampla: o design de experiências, de soluções. Como existe a oferta de muitos produtos parecidos, as empresas vão ter de se preocupar com a experiência oferecida. 

+++ Ciência de dados se ‘infiltra’ em formações não tecnológicas

Aprender isso será suficiente?

Não. É importante desenvolver estratégias para se avançar sempre nas duas frentes. É necessário ter uma base estruturada e, com ela, você pode continuar a aprender. Foi-se o tempo em que o mundo e as carreiras eram estáveis o suficiente para ser um bom profissional sem se atualizar constantemente. Nossa capacidade de continuar produtivos está relacionada à de se manter aprendendo - e rapidamente. 

+++ Novos cursos formam profissionais versáteis

Nesse cenário, os cursos e faculdades tradicionais vão perder a força que têm hoje?

É uma incógnita, porque é um sistema muito complexo. Mas o tempo de uma graduação de quatro anos é incompatível com o tempo do mundo de hoje. Para mudar isso em larga escala talvez seja necessário algo como as empresas de TI e startups começarem em massa a desvincular suas contratações de graduações oficiais, reconhecidas pelo MEC (Ministério da Educação). Assim as pessoas teriam a opção de procurar outras formações. Os Estados Unidos já têm algumas experiências, como uma faculdade voltada para a área de tecnologia de apenas um ano, bem focado nas competências do momento. 

 

Atualmente, uma faculdade e uma pós-graduação continuam essenciais?

A universidade hoje é um intermediador de segurança. O empregador quer um sinal que facilite encontrar pessoas com a competência que ele procura. Mas estamos no limiar de quebrar essa lógica, porque, no mercado, o carimbo da instituição de ensino não significa mais que o ex-aluno tem essas competências. Uma pesquisa feita em 64 países perguntou às pessoas se elas concordavam que os graduandos saíam das faculdades prontos para o mercado. Apenas 42% dos empregadores e 45% dos estudantes concordaram. 

Mas, se não for com base nos diplomas e certificados, como as empresas vão contratar?

Não existe uma fórmula. Talvez a chancela de um grupo de pessoas que faça isso anonimamente consiga quebrar a necessidade desse intermediador de confiança único que é a instituição de ensino. Outro caminho são formações modulares que desenvolvam uma competência específica.

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