Governo vai ampliar acesso ao Fies

Primeiros alunos de cursos novos também poderão requisitar o financiamento

Isis Brum, Jornal da Tarde

09 Maio 2011 | 11h48

Pessoas que completaram o ensino médio até 2009 e desejam cursar a faculdade poderão pedir o Financiamento Estudantil (Fies) sem ter de  fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O anúncio foi feito sexta-feira pelo secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Claudio  Costa, durante o IV Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, realizado em Salvador e acompanhado pelo Jornal da Tarde.

 

A portaria que irá regulamentar a medida será publicada nesta semana. Costa, disse que o objetivo é permitir o financiamento para quem deseja retomar os estudos. “Ninguém pode ser tolhido de estar na educação superior  por falta de financiamento.”

 

A meta do governo, segundo o ministro Fernando Haddad, que também participou do evento, é chegar a 2020 com 50% dos brasileiros, com idade entre 18 e 24  anos, matriculados em universidades. “O financiamento estudantil ainda é muito subutilizado no País”, disse.

 

O Fies é um empréstimo, feito por meio da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil, com juros de 3,4% ao ano. O estudante que não tem  condições de arcar com as despesas do curso, em instituições de ensino privadas, podem entrar com o pedido. Não é necessário fiador e o aluno paga apenas R$  50 a cada três meses. Depois de concluir a graduação, o recém-formado terá um período de carência de um ano e meio - período em que pagará as taxas de R$ 50  trimestralmente equivalentes aos juros.

 

A amortização da dívida poderá ser feita em até três vezes a duração do curso acrescido de 12 meses. Por exemplo: se a graduação escolhida dura quatro anos,  o financiamento poderá ser pago em 13 anos.

 

Outra mudança anunciada para o Fies é que primeiros alunos dos cursos novos, criados pelas particulares, também poderão pedir o financiamento. A regra em  vigor até o momento exige que a graduação seja, primeiramente, avaliada no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes e só depois estabeleça o convênio, o  que leva cerca de três anos após a abertura para a primeira turma. Agora, se a comissão de fiscalização do MEC autorizar a abertura de um curso, esta  graduação estará imediatamente autorizada a se credenciar para o Fies.

 

* A repórter viajou a convite da empresa de software TOTVS

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