Governo muda ensino médio para reforçar aprendizado

Entre as mudanças, está a implantação do ensino técnico como opção a partir do 2° ano do ciclo, em agosto

Da Redação,

13 de março de 2008 | 16h33

A Secretaria de Estado da Educação irá implantar uma série de alterações para o ensino médio neste ano. Todas foram anunciadas em 2007 e fazem parte das metas e ações do governo do Estado, mas já começam a ser implantadas neste ano. Entre as mudanças, está a implantação do ensino técnico como opção a partir do 2° ano do ciclo, já em agosto.   Veja também:  Até 96% dos alunos da rede pública estão 'abaixo do básico' O desempenho dos alunos da rede pública de SP Comente aqui o resultado da pesquisa     As alterações visam reforçar o ensino da rede estadual através de medidas como a implantação de um currículo com determinação de expectativas de aprendizado (mantendo a autonomia das escolas) e de um novo reforço paralelo para os estudantes, que tenta resolver dificuldades diagnosticadas durante o ano letivo.   No caso do ensino técnico, a Secretaria implantará cerca de 24 mil vagas para o curso de gestão de pequenas empresas e os alunos terão, além da carga horária normal, um acréscimo de seis horas curso por semana. O programa foi desenvolvido pelo Instituto Paula Souza e a intenção é ampliar o número de cursos oferecidos, além de levar o ensino técnico para o interior do estado.   Para os demais estudantes que não estiverem entre os 24 mil selecionados para as vagas do ensino técnico, haverá um reforço do ensino regular, com o mesmo acréscimo na carga horária semanal.   Resultados   "Os resultados do Saresp 2007 mostram como esta recuperação do Ensino Médio é importante. Queremos que os estudantes tenham uma base para continuar o caminho dos estudos", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.   O Sistema de Avaliação e Rendimento do Estado de São Paulo (Saresp) 2007, mostra que no ensino médio a rede estadual tem desempenho bem abaixo do adequado. A média da 3º série (série avaliada pelo Saresp) é de 263,7, com ligeiro crescimento em relação ao desempenho dos alunos das escolas estaduais de São Paulo no Saeb 2005 (avaliação federal), que teve média de 261,8. "Está aquém do que desejamos para todos os nossos alunos. Temos de trabalhar muito para que o desempenho das nossas escolas atinjam padrões de qualidade que permitam chegar ao nível adequado de 350", diz Maria Helena. "Educação é política de longo prazo, exige persistência e compromisso de todos."   Plano de metas   A Secretaria pretende implantar, também, um plano de metas baseado na nota obtida por cada escola no Saresp. Se todas as metas estabelecidadas foram alcançadas no próximo exame, a escola receberá um "bônus por merecimento" de até 16 salários a ser dividido por todo corpo de professores.   Os professores-coordenadores serão responsáveis pela implantação e manutenção do plano de metas específico de cada escola e aumentarão de número: antes era designado um por escola, agora serão três (um por ciclo, para as escolas que tiverem ciclo completo).   A Secretaria já está selecionando os novos professores-coordenadores. Para o ensino médio, a prova já foi realizada e os profissionais assumem a função nos próximos meses.   Matéria ampliada às 18h21

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