Governo do Rio vai instaurar parlamento de estudantes

Alunos da rede pública estadual começaram a ser convocados nesta terça-feira para escolher entre seus colegas de todo o Estado do Rio 92 representantes para formar o que se chamou de Parlamento Juvenil. O grupo vai se reunir em dezembro para formular leis, que, se aprovadas, podem ser sancionadas pela governadora Rosinha Garotinho. Os candidatos começam a se inscrever quinta-feira. Entre 12 de junho e 27 de agosto eles farão campanha nas escolas.O programa é uma parceria entre a Assembléia Legislativa e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Durante uma semana ? recesso parlamentar de dezembro ? um estudante de cada município do Estado assumirá o papel de deputado estadual. Eles elegerão uma mesa diretora, formarão comissões e terão sessões plenárias, em que os projetos de lei serão apresentados."O objetivo é desenvolver o espírito de cidadania, formar novas lideranças políticas", afirmou o subsecretário adjunto de Controle e Integração da Rede, Pedro Carvalho de Abreu.Os alunos que quiserem assumir uma vaga no Parlamento Juvenil terão de convencer primeiro os estudantes da sua própria escola. Depois, num segundo turno, será eleito o representante do município. "Esse aluno vai se tornar uma figura importante na sua cidade. Eles serão municiados de idéias e sugestões por prefeitos, vereadores que querem seu pleito atendido pela governadora. Até essa cooptação será igual a da vida real", diz Pedro Carvalho de Abreu.Também como na realidade, os alunos terão de enfrentar a campanha eleitoral, o debate e a cobrança do eleitorado. Só a hospedagem é que será bem diferente da dos deputados de verdade. Alunos de outros municípios ficarão em albergues da prefeitura do Rio durante a semana de sessões plenárias.A estudante do quarto ano do curso de formação de professores do Colégio Estadual Júlia Kubitschek, no Centro, Ana Paula Alonso vê com entusiasmo a formação do parlamento."É mais fácil para o estudante, que vivencia os problemas do dia-a-dia, legislar a seu favor", diz Ana Paula, de 18 anos. "Quem for eleito precisa rever o sistema de cotas para negros nas universidades e brigar pelo passe-livre", defende ela, que é diretora de Política Externa do grêmio estudantil do Júlia Kubitschek.Os candidatos começam a se inscrever quinta-feira. Entre 12 de junho e 27 de agosto eles farão campanha nas escolas. A secretaria de Educação vai aproveitar a eleição do Parlamento Juvenil para incentivar os jovens a tirar o título de eleitor. Ao todo, o projeto vai envolver alunos de 1.500 escolas estaduais dos 92 municípios. Estão aptos a votar estudantes com idades entre 12 e 18 anos.

Agencia Estado,

03 de junho de 2003 | 18h52

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