Governo de SP vai capacitar professores para graduação a distância

Objetivo é preparar docentes para ministrar curso tecnológico previsto para o segundo semestre de 2010

Ana Bizzotto, Especial para O Estado de S. Paulo

29 Julho 2009 | 19h57

Cerca de 250 professores e diretores das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) de São Paulo vão começar amanhã uma capacitação para ensino a distância com o objetivo de preparar o primeiro curso tecnológico a distância do Estado, previsto para o segundo semestre de 2010. A aula inaugural será às 9h no Anfiteatro do Conselho Regional de Química (CRQ) e contará com a presença dos secretários estaduais de Ensino Superior, Carlos Vogt, e de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, além da diretora superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá.   Com carga horária de 72 horas, que incluem aulas a distância e três encontros, o curso será realizado pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), em convênio com o Centro Paula Souza. O objetivo da capacitação é preparar pelo menos metade do material didático do curso Tecnologia em Processos Gerenciais e demonstrar capacidade técnica e recursos para conseguir o credenciamento no Ministério da Educação, obrigatório para ministrar cursos a distância.   A Univesp esteve no centro de uma polêmica durante a greve da Universidade de São Paulo (USP), quando estudantes protestaram contra a  abertura do primeiro curso de licenciatura à distância da universidade, aprovado em fevereiro pelo Conselho Universitário. O convênio para que o curso fosse oferecido por meio da Univesp no segundo semestre ainda não foi assinado porque as duas partes não chegaram a um acordo. Por causa disso, o curso só deve começar no ano que vem.   Veja também:    Os cursos de educação a distância são uma forma válida de ensino?      Ainda não há número de vagas definido para o curso a distância. Cerca de 30% da carga horária será presencial, com avaliações e aulas práticas nos laboratórios de informática. "Se tudo der certo, faremos um vestibular em julho de 2010, para iniciar o curso no segundo semestre", afirma o coordenador da unidade de Ensino Superior do Centro Paula Souza, Angelo Cortelazzo, que prevê uma grande procura, baseada na demanda existente para o curso presencial na área. "Estimo que entre 10 e 20 mil pessoas estariam interessadas em começar de imediato."   Para a diretora superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, o curso será uma forma de ampliar a oferta de graduação tecnológica no País. "Dos 4,9 milhões de alunos matriculados no ensino superior, cerca de 300 mil estão em cursos de graduação tecnológica. É uma oferta muito inexpressiva se comparada a países desenvolvidos, onde o percentual de alunos nesses cursos é de 30%", avalia a diretora.   A escolha do curso levou em conta um dado do Sebrae, que apontou uma defasagem na formação de pequenos empresários. Quase 50% deles não tem formação superior. "Um curso em processos gerenciais vai ser muito importante para elevar o nível de escolaridade de pessoas que já tem experiência, mas não tem ainda não conseguiram uma certificação formal. E por oferecer uma formação mais ampla, o curso serve a várias áreas tecnológicas. Servirá de base para ampliarmos depois para outros cursos do eixo tecnológico da indústria", explica Laura.

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