Governo de SP reajustará salário dos professores em 42,2% nos próximos 4 anos

Salário-base dos professores da rede pública estadual será reajustado em 13,8% no primeiro ano

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

11 Maio 2011 | 12h58

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta quarta-feira, 11, o envio de proposta de reajuste de 13,8% sobre o salário-base dos professores da rede pública estadual. O piso salarial de início de carreira, que é referente a uma carga de 40 horas semanais, passará de R$ 1.665,00 para R$ 1.894,00, caso seja aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).  

Em evento promovido no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin anunciou ainda uma política salarial para o magistério, que inclui reajustes até 2014. O governo de São Paulo informou que concederá um aumento acumulado de 42,2% nos próximos quatro anos, incluindo o reajuste deste ano. Em 2012, a alta será de 10,2%. Em 2013, será de 6%, e, em 2014, de 7%. A previsão do governo é de que o piso estadual passe para R$ 2.368,00 ao fim dos próximos quatro anos. Alckmin informou ainda que o governo manterá o bônus por desempenho e a valorização por mérito.

O aumento deste primeiro ano terá um custo total de R$ 824 milhões em 2011. A medida, se aprovada, entra em vigor em 1º de julho. Após passar pela Assembleia, o novo valor será concedido aos 225 mil professores da rede estadual. Alckmin anunciou ainda que os aposentados e pensionistas passarão a receber também o piso, o que elevará para 374 mil o total de beneficiados pela medida.

Funcionários

Para os demais funcionários públicos da educação, o reajuste será este ano, em média, de 32%. A medida inclui ainda a contratação, via concurso público, de dez mil funcionários para cargos de organização escolar, incluindo agentes (inspetores de alunos) e o novo cargo de gerente de organização escolar, que atuará em funções burocráticas. "A ideia é liberar o diretor da escola para se dedicar à tarefa pedagógica, ao ensino", disse Alckmin. O secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, ressaltou que a iniciativa representa um "salto de qualidade para o ensino paulista".

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