Governo de SP quer maior participação de pais na escola

As aulas da rede estadual começam nesta segunda-feira com uma proposta da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo aos pais dos mais de 6 milhões de alunos. A idéia é que eles passem a ter uma participação mais efetiva na vida e nas decisões das escolas dos filhos. A secretaria quer reforçar o papel dos conselhos de escola com o aumento da presença dos pais.Esses grupos são responsáveis por uma série de decisões nas unidades, incluindo a definição do projeto pedagógico. Os conselhos são formados pela diretoria da escola, professores, funcionários, pais e alunos. Mas há anos a participação de pais e alunos vem diminuindo. Muitos sequer sabem como integrar o grupo. Nesta segunda-feira, o secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, apresenta pessoalmente a proposta a pais, professores e alunos da Escola Estadual Enio Voss, no Brooklin, zona sul da capital.A rede estadual tem 6.100 escolas. Além dos conselhos, a secretaria também defenderá o fortalecimento das Associações de Pais e Mestres (APMs). Elas passaram a receber recursos da secretaria, destinados a pequenas reformas. O órgão estadual considera que quanto mais a comunidade participar, melhor será a gestão dos recursos e o sistema de ensino do Estado.Mas a educação terá outros desafios fora do campo da mobilização de pais. Segundo o presidente da Associação de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro, uma das prioridades da categoria é a abertura de concursos públicos. Atualmente, de acordo com o sindicato, a rede tem 200 mil professores temporários.Outra demanda - à qual se unem alguns deputados e militantes da área de educação - é o aumento do número de aulas de cinco para seis, no período diurno, e de quatro para cinco, no noturno. A construção de novas escolas para, segundo o sindicato, reverter a superlotação de muitas salas é outra prioridade. O sindicato também quer discutir neste ano o aumento salarial. "Desde 1998, tivemos um único reajuste, no ano passado, que foi de 5%. A inflação do ano passou dos 12%", diz. Nesta segunda-feira, coincidindo com o início do ano letivo, 240 servidores da educação devem receber um total de R$ 446 milhões. O pagamento é uma espécie de 14º salário, chamado de bônus, pago há três anos. O bônus mínimo para os professores é de R$ 1 mil. Para diretores, R$ 1.500,00. O teto deve girar em torno de R$ 4 mil.

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