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Goiás condiciona volta às aulas à desocupação de escolas

Secretaria disse que aulas nas unidades ocupadas só serão iniciadas quando os prédios forem devolvidos ao Estado

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2016 | 19h01

No início do novo ano letivo, nesta quarta-feira, 20, a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás voltou a afirmar que as aulas nas escolas ocupadas por alunos só serão iniciadas quando os prédios forem devolvidos ao Estado. Das 1.160 unidades escolares do Estado, 26 estão tomadas pelos alunos em protesto contra a transferência de gestão para Organizações Sociais. 

Em nota, a Secretaria informou que, assim que ocorrer a desocupação, as escolas serão vistoriadas e um novo calendário será elaborado, incluindo a reposição das aulas perdidas.

Nas redes sociais, alunos de escolas ocupadas denunciam pressões para que deixem os prédios. Nesta quarta, moradores exaltados foram ao Colégio Ismael Silva de Jesus, em Goiânia, e ameaçaram os alunos. Um vídeo mostra um homem sacudindo um pedaço de pau contra os ocupantes. Outro tenta tirar o equipamento do estudante que faz a filmagem. 

“Esta situação se deve ao fato da Secretaria de Educação espalhar rumores sobre o fechamento da escola e remanejamento das turmas por conta da ocupação”, postou o Movimento Secundaristas em Luta - Goiás.

A Secretaria informou desconhecer o incidente e disse que mantém diálogo com os ocupantes. Em vídeo postado no site oficial da pasta, a secretária Raquel Teixeira deu as boas vindas aos alunos no primeiro dia de aulas, mas não tocou no problema das escolas ocupadas. Ela também não fez menção ao novo modelo de gestão adotado pelo governo, a causa das ocupações.

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