Governo chileno pede à população que 'cuide do país'

Líder dos estudantes que protestam disse que governo deveria cuidar 'assegurando educação pública'

Ansa

12 de agosto de 2011 | 15h09

O governo do Chile pediu nesta sexta-feira, 12, para a população "cuidar do país", em meio a mobilizações de estudantes que pedem uma reforma no sistema educacional.

"Aos dirigentes universitários, como governo, solicitamos que aceitem as regras do jogo democrático. A democracia não se constrói com imposições nas ruas, mas com acordos e diálogos em nossas instituições democráticas, isso é o que o Chile precisa hoje", disse o porta-voz Andrés Chadwick, após uma reunião convocada pelo presidente Sebastián Piñera.

"Em nome do presidente da República e do governo, queremos pedir a todos os nossos compatriotas que, por favor, cuidem do nosso país, cuidem do Chile", afirmou Chadwick.

Ele destacou que o Chile tem enfrentado "uma situação muito difícil no estrangeiro" devido à crise financeira e que "a violência desatada nos últimos dias perturba" ainda mais o governo.

A presidente da Confederação dos Estudantes da Universidade do Chile (Confech), Camila Vallejo, por sua vez, respondeu que a melhor maneira de cuidar do futuro da nação é "assegurando uma educação pública para todos os chilenos, financiada pelo Estado, porque desta forma finalmente o país irá se desenvolver de forma harmônica".

Segundo ela, "a melhor maneira de cuidar do país é não deixar que continuem roubando nossos recursos naturais e lucrando com a educação de milhares de chilenos".

No momento da declaração, Vallejo participava de um protesto em frente Palácio de La Moneda, sede do governo, durante o qual os manifestantes acenderam velas.

Calcula-se que cerca de 500 pessoas tenham participado na noite de ontem do "velatón pela democracia" convocado por estudantes chilenos.

 

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