Governo alemão quer vestibular em universidades

O governo alemão decidiu permitir que as universidades façam processos seletivos mais competitivos para 60% de suas vagas, principalmente em cursos de Medicina, Biologia e Economia ? que têm menor oferta no país. A idéia é priorizar aos alunos mais preparados o acesso à universidade.As vagas restantes devem continuar sendo ocupadas por meio do atual sistema nacional de alocação de estudantes.A proposta é parte de uma reforma universitária em andamento e, com a permissão de seleções e vestibulares, as autoridades alemãs pretendem ter escolas ?de elite? que façam frente a Harvard e Cambridge, por exemplo. Na semana passada, foi aprovado um pacote de 1,9 bilhão de euros (US$ 2,3 bilhões) para qualificar instituições entre 2006 e 2011.A comissão de Educação do parlamento concordou em relaxar a legislação, dando maior autonomia às universidades para acirrar a concorrência em processos seletivos. Pela legislação atual, as instituições têm pouca margem para escolher os melhores estudantes dentro do sistema nacional de matrículas.O projeto ainda terá de passar no parlamento. A votação na Câmara Baixa está prevista para o mês de julho. Na Câmara Alta, controlada pela oposição, o governo de Gerhard Schroeder pode ter dificuldades para aprová-la.

Agencia Estado,

22 de junho de 2004 | 15h53

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