NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Governo Alckmin vai pedir reintegração de escolas ocupadas

Nesta terça, subiu para 30 o número de escolas ocupadas por alunos e movimentos sociais contra a reorganização escolar

Paulo Saldaña, O ESTADO DE S.PAULO

17 Novembro 2015 | 19h33

O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwald, disse que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) vai pedir na Justiça a reintegração de posse de todas as escolas ocupadas por alunos contrários ao projeto de reorganização das escolas - que inclui o fechamento de 93 escolas e transformação de unidades em ciclo único. Até agora, 30 escolas estão tomadas.

Voorwald concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, dia 17, na sede da pasta, no centro de São Paulo, e disse que o Estado tem obrigação de acionar a Justiça. Apesar de informar que o governo não vai voltar atrás das decisões anunciadas, o secretário disse que mantém o diálogo com os estudantes.  "Política pública de educação é atribuição do Estado", disse ele. "Nosso compromisso é com os alunos e pais, muitos precisam de certificados de conclusão.  E o diálogo está aberto com os estudantes".

Na coletiva, o secretário criticou os movimentos sociais que não têm ligação com a educação e que participam das ocupações. "Não aceito que movimentos que não têm nada a ver com educação estejam impedindo os alunos de completarem seus anos letivos". Parte das ocupações foram organizadas pelo Movimento de Trabalhadores Sem-Teto (MTST ). Desde que o projeto de reorganização foi anunciado, estudantes reclamam de não terem sido ouvidos antes da decisão da secretaria.

O secretário afirmou que o governo publicará nesta quarta-feira, 18, uma resolução garantindo que os alunos  tenham os 200 dias letivos - o que pode resultar em reposições de aula. A resolução afirma que "será considerado recesso escolar para o corpo discente o período em função de que o mesmo está sendo impedido de entrar nas unidades escolares para participar das aulas".

Segundo o secretário, a pasta e os alunos de uma escola ocupada em Diadema chegaram a um consenso e a unidade deve ser desocupada nesta quarta.  "Eles entregaram uma pauta e vamos avaliar", disse o secretário.

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