Prefeitura de Curitiba
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Governador do Paraná diz que reação da polícia foi 'natural'

Beto Richa afirmou que não havia justificativa para a greve dos professores e disse que docentes foram 'inflamados' pelo sindicato

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

30 Abril 2015 | 15h05

SÃO PAULO - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou na tarde desta quinta-feira, 30, em entrevista à Rádio Estadão, que não dá para tolerar a ameaça permanente de invasão à Assembleia Legislativa do Estado, em uma referência ao confronto desta quarta-feira, 29, entre manifestantes, em sua maioria professores em greve, e policiais, que deixou mais de 200 pessoas feridas. 

Richa disse que não havia justificativa para a greve dos professores, argumentando que foi "o governador que concedeu o maior aumento salarial para os professores na história do Paraná". Segundo Richa, houve 60% de aumento nos últimos quatro anos, além de ampliação em 75% a reivindicada hora/atividade e concessão de outros benefícios. 

O governador disse que pediu serenidade, equilíbrio e discernimento aos professores, mas eles foram inflamados pelo sindicato. "Agora tem um sindicato, mais ou menos parecido com o sindicato de São Paulo, que tem uma orientação ideológica/partidária, que era o tempo todo de confronto e desgaste político do governante."

Richa também apontou infiltração de black blocs. "O pior são os movimentos radicais infiltrados nas manifestações, ontem foram presos 7 membros dos black blocs e outros tantos identificados, que quiseram promover a invasão da Assembleia Legislativa", afirmou, destacando que, por solicitação da Justiça - a pedido do Legislativo -, o governo cercou o local com policiais. "À medida que esses radicais, baderneiros foram para cima dos policiais, houve uma reação natural, até em proteção à própria vida e à integridade física." 

Policiais. O governador tucano disse que solicitou ao comandante da PM que os policiais evitassem o confronto e fossem tolerantes, "mas lamentavelmente tivemos cerca de 50 manifestantes com ferimentos leves, nada grave, e mais de 20 policiais agredidos".

Indagado sobre a discrepância de números de manifestantes feridos (o sindicato fala em mais de 200) disse que o levantamento de registros em hospitais indicam 50, mas alegou que houve atendimento a pessoas por causa do gás de pimenta e que isso pode ter não sido computado entre os feridos. "Independentemente do número de feridos, mesmo que fosse um, é lamentável. Repudio esse tipo de acontecimento, sou um democrata, respeito as leis e tenho princípios e valores cristãos que me norteiam, mas lamentavelmente, para preservar a democracia, se houvesse mais uma invasão na Assembleia Legislativa do Estado, como ocorreu na greve de um mês atrás, o presidente da Casa teria que dar a chave para o presidente do sindicato (dos professores)."

Na entrevista à Rádio Estadão, Beto Richa disse também que um inquérito está apurando a atuação da polícia neste episódio. "Nosso pedido (à polícia) é sempre de comedimento e tolerância", reiterou o governador. 

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