Governador condena invasão de plenário por alunos

A invasão do plenário da Assembléia Legislativa de São Paulo por um grupo de estudantes, ocorrida na terça-feira durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) "foi um ato inaceitável", disse o governador GeraldoAlckmin (PSDB). "As pessoas têm todo o direito de defender suas idéias, usar argumentos, lutar por elas, mas não é possível bagunça e passaram do limite."Em entrevista coletiva, após vistoriar obras do Metrô em São Paulo, afirmou que "não se pode tolerar esse tipo de coisa, um ato de vandalismo inaceitável". Ele defendeu a ação da Polícia Militar.Os estudantes cobravam dos deputados estaduais o aumento, na LDO, da vinculação das receitas do ICMS para universidades - dos atuais 9,57% para 11,6% - e para as Fatecs - de 0,5% para 2,1%."Não podemos aumentar esse porcentual porque temos 30% das receitas destinadas a educação. Eu vou tirar dinheiro dos ensinos fundamental e médio, que têm 5,5 milhões de alunos, para aumentar para as universidades?. Não é possível", explicou Alckmin.O governador lembrou que as universidades estaduais têm autonomia administrativa, financeira e pedagógica e que, no ano passado, quando o Estado não pôde conceder reajuste salarial aos servidores por causa dos limites da Lei de Respo nsabilidade Fiscal (LRF), o Conselho dos Reitores da USP, Unesp e Unicamp (Cruesp) aumentou os salários em 14,5%."Não pediram ordem (do Estado) para dar o aumento do ano passado. Deram até sem lei da Assembléia Legislativa. Agora, o problema é da universidade, que não tem mais dinheiro", afirmou.O governador também recusou a análise de que as universidades estaduais estão em estado de "penúria", conforme os grevistas."Que penúria é essa?. O orçamento das três universidades é de R$ 3,4 bilhões, enquanto que Roraima, no ano passado, teve um orçamento de R$ 800 milhões. As universidades têm orçamento de mais de três Estados, que fazem educação, saúde, segurança, Poderes Judiciário e Legislativo, infra-estrutura. Não é pouco dinheiro", afirmou.

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