Gestores discutem manutenção de cotas para negros na UnB

Política é questionada pelo partido Democratas, que levou a questão para o Supremo Tribunal Federal

Agência Brasil,

25 Fevereiro 2010 | 13h58

A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), com o apoio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), realizou nesta quinta-feira, 25, uma videoconferência para discutir as cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB). O objetivo foi debater com os gestores a política de cotas na instituição, que é questionada pelo Democratas (DEM) em uma arguição de descumprimento de preceito fundamental apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF).   Veja também:  MEC altera regras da terceira etapa de inscrição do Sisu  Estudantes podem solicitar vagas restantes da Fuvest até sexta Acompanhe tudo sobre educação no Estadão.edu     O STF vai promover uma audiência pública nos dias 3, 4 e 5 de março, para subsidiar a decisão do relator da matéria, ministro Ricardo Lewandowski.   Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o secretário adjunto da Seppir, Eloi Ferreira, disse que a videoconferência foi uma oportunidade de discutir com gestores de todo o Brasil a importância da manutenção ao sistema de cotas, que permitiu o maior acesso de negros ao ensino superior.   "O sistema de cotas para negros permitiu que esse grupo tivesse melhores oportunidades de usufruir desse serviço público. Os alunos beneficiados por essa política, têm, na sua maioria, maior desempenho em relação a estudantes que ingressaram pelo sistema tradicional."   Para Ferreira, uma eventual decisão do STF contrária às cotas para negros na UnB pode abrir precedentes em questionamentos sobre outros sistemas adotados no país.   "A ação movida pelos Democratas, caso seja aprovada no STF, pode gerar questionamentos sobre outras políticas sociais no ensino superior, como o sistema de cotas indígenas. É um retrocesso para as conquistas de igualdade e inserção do serviço universitário no país desses grupos, que historicamente foram desfavorecidos."   Representantes de 27 cidades brasileiras participaram da videoconferência.

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