EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO
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Gestão Alckmin decide pagar bônus e reajustar piso dos professores

Bonificação, no entanto, será menor em relação a 2015: R$ 450 milhões, o que dá menos de um salário mínimo extra por funcionário

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2016 | 15h50

SÃO PAULO - Após anunciar que o bônus dos professores seria suspenso, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 1º, que vai pagar a gratificação por desempenho. O benefício caiu para menos da metade do montante do ano passado e vai beneficiar menos funcionários. Neste ano, 223,8 mil profissionais receberão R$ 450 milhões. No ano passado, 232 mil servidores receberam R$ 1 bilhão.

Nesta semana, responsabilizando a crise financeira e dizendo atender a um pedido dos sindicatos, o governo havia anunciado que suspenderia a bonificação para revertê-la em reajuste de 2,5% a todos os servidores, incluindo 100 mil aposentados.

“O governo não pensou em adiar ou deixar de pagar o bônus, esse é um compromisso legal que temos. Foi um pedido do sindicato, mas muitos professores se manifestaram contrários”, disse o secretário estadual da Educação, José Renato Nalini. 

No ano passado, com o maior bônus da história, os docentes receberam entre 2,4 e 2,9 salários. Neste ano, com o valor menor destinado para o pagamento do benefício dos servidores, poderão receber no máximo 0,84 salário extra.

Reajuste. Nalini anunciou que apenas os professores que recebem o piso salarial da categoria terão reajuste. O valor, segundo ele, deve ser definido nos próximos dias, após análise da área técnica. “O governo queria pagar o bônus sem fechar a negociação para o reajuste salarial de toda a categoria, mas ele depende da performance da economia. O Estado todo teve contingenciamento”, disse o secretário. Os professores estão há 18 meses sem correção salarial. No ano passado, eles fizeram a maior greve da história, com 90 dias parados e ainda assim não receberam reajuste.

Nalini disse esperar que os professores tenham “compreensão” e não façam greve porque os alunos seriam os mais prejudicados. “Espero que haja consciência por parte desse já sacrificado professor.”

Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, principal sindicato da categoria, disse que os professores não se contentarão com esse bônus “vergonhoso” e farão assembleia no próximo dia 8, quando poderão decidir se entrarão em greve. 

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