GE mantém modelo. Com aval do CEO

Empresa usa método convencional na seleção de trainees

Carlos Lordelo, Estadão.edu

20 Agosto 2011 | 16h41

Com meio século de experiência na seleção de trainees no Brasil, a General Electric (GE) faz um processo convencional: abre inscrições, olha currículos, aplica prova online de inglês, realiza entrevistas por telefone, promove dinâmicas de grupos e chama os finalistas para uma avaliação presencial. O êxito, diz a empresa, se comprova em números – quase todos os trainees das últimas três edições ficaram na casa após os dois anos de treinamento.

Segundo a diretora de RH da GE do Brasil, Alessandra Zaccheu, o perfil do candidato que a empresa procura muda todo ano, mas as alterações são feitas no treinamento, não na seleção. “O histórico de formação de trainees ajuda a lapidar e redirecionar a gestão do programa. Durante o treinamento, os candidatos selecionados serão envolvidos em projetos com problemas reais, para encontrar soluções reais.” O maior exemplo de sucesso da metodologia é o presidente e CEO da GE para a América Latina, Reinaldo Garcia, um ex-trainee.

Se a GE optou por manter seu modelo de seleção, a L’Oréal radicalizou. Acabou com a exigência de domínio de inglês por parte de seus candidatos a trainee. Segundo a coordenadora de Recrutamento e Seleção, Raquel Feijó, a empresa está interessada em encontrar jovens talentos que “fujam do óbvio”.

“Queremos recrutar candidatos mais diversos, com experiências e perfis diferentes.” A L’Oréal afirma que os novos trainees serão estimulados a aprender inglês quando já estiverem na empresa. “Inglês se ensina, não é prioridade.”

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