Fuvest tem 10,7% de abstenção na primeira fase; veja o que caiu

Cerca de 17 mil não fizeram a prova, que tinha 90 questões e terminou às 18h

Estadão.edu,

25 Novembro 2012 | 18h01

A primeira fase da Fuvest 2013 - que acabou às 18h deste domingo - teve 10,7% de abstenção. Dos mais de 159 mil inscritos, cerca de 17 mil não fizeram a prova. O vestibular seleciona estudantes para vagas da USP e para o curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Mais cedo, a diretora executiva da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco, estimou que o índice de abstenção provavelmente não passaria de 10%.

Às 16h, os alunos começaram a deixar os locais de prova. As impressões sobre o exame foram diversas. Segundo a estudante Letícia Silva Santos, de 17 anos, as questões de matemática sobre porcentagem e as de física sobre eletrônica foram as mais difíceis. Na parte de língua portuguesa, os livros cobrados foram Memórias de um Sargento de Milícias, Vidas Secas e Til.

Império Romano foi um dos assuntos abordados em história e cálculo estequiométrico, em química. Em biologia, a Fuvest perguntou sobre reino animal. Para Letícia, que presta o exame como treineira de Exatas e fez a prova na FEA-USP, na Cidade Universitária, os textos de inglês também estavam complicados. "Quem não sabe a língua não deve ter conseguido responder", disse. Um dos textos abordava a migração das campanhas publicitárias da TV para a internet. O outro falava do livro de um escritor que ensina as pessoas a lidar com as frustrações da vida em vez de recorrer ao consumismo.

Segundo a candidata de Psicologia Bruna Salles, de 19, os enunciados da prova estavam bem elaborados. "Eles não eram muito longos. Mesmo assim, eram cansativos."

Gabriela Khoriati, de 17, saiu confiante. “A prova foi mais fácil que eu imaginava”, afirmou. Para ela, que busca vaga em Letras, a parte de Exatas foi a mais complicada do exame e as questões de inglês exigiram muita interpretação de texto. “Quem não compreende a língua deve ter se dado mal.”

Felipe do Nascimento Talheiros, de 27, tenta vaga no curso de Física. Ele já passou no vestibular da Fuvest para Medicina em 2006, depois de 3 anos de cursinho. No segundo semestre, desistiu do curso e foi viajar. Felipe achou a prova parecida com a da Unicamp. Em matemática, havia muitas questões de geometria, e em história, exercícios sobre comunismo e revolução protestante.

A assistente de vendas Fabiana Cristina Ferreira, de 29, estudou no cursinho da Faculdade de Psicologia da USP e disputa uma vaga em Letras. Ela já é formada em História pela Uniban, mas não trabalha na área. Para Fabiana, a prova foi fácil, exceto pela parte de química. “Não sei nem dizer o que caiu”, conta. Em geografia, caiu uma questão sobre a crise econômica na Grécia, assunto recorrente nos noticiários. Fabiana, que afirma estar confiante com seu desempenho, conta que seu desejo é trabalhar como revisora de textos.

O estudante Fernando Peixoto, de 18, que fez a prova em Campinas e tenta uma vaga para Medicina na USP, afirmou que a prova foi fácil nas questões de história e geografia. “Teve bastante história relacionada à colonização espanhola à questão do índio. E em geografia um dos temas pedidos foi fuso horário.”

Também fazem a prova 21,5 mil treineiros, que não vão terminar o ensino médio neste ano e, portanto, não concorrem às vagas.

A prova de primeira fase tem 90 questões de múltipla escolha sobre as matérias do núcleo comum do ensino médio: língua portuguesa, língua inglesa, matemática, geografia, história, física, química e biologia. Alguns testes são interdisciplinares.

* Atualizada às 23h59

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