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Fuvest divulga notas de corte da 1ª fase

Nos 22 cursos com maior pontuação, houve queda em relação ao ano passado no número mínimo de acertos para avançar para a segunda etapa do vestibular

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2016 | 15h19

SÃO PAULO - A Fuvest divulgou nesta terça-feira, 13, as notas de corte da primeira fase do vestibular, que seleciona candidatos para as vagas da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. 

As notas, que significam o número mínimo de acertos necessários, por carreira, para o acesso à segunda fase, podem ser consultadas no site da Fuvest

Entre as 22 carreiras com maior nota de corte, todas acima de 50 pontos, houve queda em relação ao ano passado. Em Medicina, por exemplo, a nota mínima para avançar à segunda fase é de 69 pontos - havia sido 73, no vestibular 2016. Em dez anos, essa é a menor nota para o curso.

Outras sete carreiras - Engenharia Aeronáutica, Curso Superior do Audiovisual, Relações Internacionais, Direito, Engenharia na Escola Politécnica, Engenharia em São Carlos e Ciências Biomédicas - tiveram a menor nota de corte dos últimos dez anos.

Veja as 22 carreiras que tiveram maior nota de corte neste ano:

Complexidade. Para professores de cursinho, a queda na nota de corte era esperada já que a complexidade da prova foi muito grande em todas as disciplinas.

Carlos Eduardo Bindi, diretor do Etapa, destacou que a variação das notas deste ano não foi como a de anos anteriores, já que muitos cursos tiveram queda de até cinco pontos - é o caso, por exemplo, de Engenharia na Escola Politécnica em que a nota de corte caiu de 60 para 55 pontos.  "A prova foi extremamente exigente em todas as disciplinas, até por isso, as notas caíram significativamente em todas as carreiras, tanto nas de exatas, como biológicas e humanas", disse Bindi. 

Vinicius Haidar, coordenador do Curso Poliedro, disse que neste ano a prova teve uma proporção maior de questões com dificuldade média e difícil do que em anos anteriores. "O aluno não é prejudicado diretamente com isso, porque a nota de corte cai e continuam sendo chamados os mais preparados. Mas altera a concentração do aluno durante a prova, ele fica nervoso por encontrar uma prova mais difícil do que se preparou e pela ansiedade acaba indo pior".

A orientadora educacional do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, também avaliou que o alto grau de dificuldade da prova interfere no emocional dos estudantes e pode fazer com que muitos se sintam intimidados com o vestibular no próximo ano. "Muitos estudantes já sentem medo da Fuvest. Uma prova difícil como essa vai fazer com que muitos pensem em desistir de prestá-la, por isso, vamos ter que trabalhar muito a autoestima deles". 

Neste ano, a Fuvest já teve o menor número de inscritos desde 2011. O vestibular recebeu 136.736 inscrições, uma queda de 4,2% em relação ao ano anterior.

Aprovados. A lista de aprovados para a segunda fase será divulgada na segunda-feira, 19, no site da Fuvest.  Incluindo os treineiros, serão convocados para a próxima etapa do vestibular 22.870 candidatos. 

A segunda fase acontece nos dias 8, 9 e 10 de janeiro de 2017. No primeiro dia, os candidatos fazem a prova de Português e Redação. No segundo dia, uma prova com questões de História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia e Inglês. E, no último dia, prova específica de acordo com a carreira escolhida. 

A primeira lista de aprovados será divulgada no dia 2 de fevereiro. Ao todo, o edital prevê oito chamadas dos aprovados. 

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