Fuvest começa a vender manual na segunda-feira

O vestibulando que comprar o manual da Fuvest a partir de segunda-feira precisa ficar atento para não se inscrever em cursos que talvez nem existam. Entre as carreiras oferecidas no maior vestibular do País, há este ano nove delas cuja criação ainda não foi autorizada pelo órgão máximo da Universidade de São Paulo (USP). A eventual aprovação pelo Conselho Universitário só ocorrerá no dia 20. Entre os cursos, dois nunca foram oferecidos pela USP: Informática Médica e Química Ambiental. Por causa disso, não há informações para os candidatos sobre os objetivos e atividades da carreira no guia de profissões distribuído, com o manual, pela Fuvest. Segundo a pró-reitora de graduação da USP, Sonia Penin, caso eles sejam criados, será providenciado um encarte do guia para explicar a finalidade dos cursos novos. "Se eles forem aprovados, os estudantes serão avisados pela internet, pela imprensa ou mesmo por cartazes nos dias de inscrição", completa o diretor da Fuvest, Roberto Costa. O estudante interessado em um desses cursos deve deixar para preencher a ficha de inscrição na última hora. A demora para a criação dos cursos - sete deles oferecidos em câmpus do interior - se deveu aos estudos feitos por diversas instâncias da USP. Segundo Sonia, em 2003 os prazos serão mudados para que o problema não se repita. Outros três cursos novos - Ciências da Informação e da Documentação e Licenciatura em Química, ambos em Ribeirão Preto, e Engenharia Ambiental, em São Carlos - já foram aprovados. As carreiras pendentes estão com uma pequena observação no manual. O kit da Fuvest será vendido em agências do Banespa, por R$ 7. A inscrição deve ser feita nos dias 14, 21 e 22 de setembro. A taxa de R$ 55 - R$ 1 mais barata que em 2001 porque os custos diminuíram com a adoção de uma só prova na 1.ª fase - deve ser paga até 18 de setembro. Mudança no conteúdo, exame mais claroEste ano, com apenas uma prova na primeira fase, as mudanças no conteúdo do exame da Fuvest devem ficar mais claras. O vestibular será no dia 17 de novembro, terá cem questões e cinco horas de duração. "Para não ficar mais cansativo ainda, vamos mudar o estilo das perguntas, deixando-as menos longas", diz o diretor da Fuvest, Roberto Costa. A idéia, que já teve seus primeiros sinais no ano passado, é focar as perguntas nas questões fundamentais de cada disciplina. Assim, o exame ficará mais próximo do estudante das escola estaduais, segundo a pró-reitora de graduação da USP, Sonia Penin. "Os alunos de escola particular estudam bem mais as extensões das disciplinas do que os de escola pública." Além disso, pretende-se articular as várias áreas do conhecimento numa mesma questão. Os professores que fazem as provas já receberam novas recomendações para este ano.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2002 | 17h33

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