Fuvest aborda questões atuais

Amazônia, Honduras e LHC aparecem entre os temas da prova do segundo dia da segunda fase da Fuvest

Elida Oliveira, Carolina Stanisci e Fernanda Fava, Especial para o Estadão.edu

04 Janeiro 2010 | 21h53

O segundo dia de provas da segunda fase da Fuvest teve conteúdos atuais, como a Amazônia, o LHC (Grande Acelerador de Partículas, considerado um grande avanço na ciência neste ano) e a crise em Honduras. A prova tinha 20 questões de 7 disciplinas (matemática, física, química, biologia, geografia, história e inglês), com itens A, B, C e até D. Algumas eram interdisciplinares. O conjunto é uma das novidades apresentadas pela Fuvest neste ano, que pretende selecionar candidatos com maior discernimento crítico.   Os professores de cursinhos ouvidos pelo Estadão.edu a consideraram bem elaborada. "Elas estavam niveladas e não privilegiam nenhuma área", afirma Fábio Rendelucci, coordenador de vestibular do COC de São Paulo. Para ele, bastava o candidato ler e interpretar. "Também era preciso saber o que acontece no mundo para fazer as de atualidades."   A Amazônia apareceu em duas questões. Uma pedia que o aluno comparasse dois textos com propostas para a resolução de problemas socioambientais. Outra, que contextualizassem a ocupação da região entre os séculos 19 e 20, considerando a situação dos nordestinos que foram trabalhar em seringais. "Foi uma questão inteligente", disse Silva. O diretor da Oscip Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, discordou. No Twitter, Smeraldi disse que o problema foi assumir que "só na Amazônia tem" terra indígena e Unidade de Conservação (UC). "Com provas como esta, dá para entender porque o brasileiro é ignorante sobre Amazônia."   As questões de química e física foram apontadas como difíceis. Rendelucci disse que as 5 e 6, que falavam de reações químicas, poderiam causar confusão nos alunos. Já Caio Calçada, do Objetivo, apontou que os candidatos de Humanas tiveram dificuldade em física, que cobrou eletricidade e cinemática. "O nível foi elevado." Edmilson Motta, coordenador geral do Etapa, considera a prova de ontem decisiva. "Vai conseguir classificar mesmo as notas, de 0 a 100."   Na Faculdade de Educação da USP, no Butantã, Larissa Rabello, de 18 anos, candidata a Letras, havia perdido a esperança. "O conteúdo estava muito específico. As mudanças deste ano me prejudicaram."   Dos 37.603 convocados, faltaram 2.779, abstenção de 7,39%. Ontem o índice de ausências foi de 7,10%, o maior da década. Hoje há as provas específicas, com 12 questões de duas ou três disciplinas.   Saiba mais Em setembro, o Estadão.edu selecionou notícias que apareceram nos jornais e sites de informação neste ano com o objetivo de ajudar os alunos a se prepararem para as provas de vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A crise em Honduras, o Grande Acelerador de Partículas (LHC) e Sustentabilidade estavam entre os temas. Confira aqui.

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