Fundação SP reage a boatos de que site da PUC-SP pode ser retirado do ar

Campanha que circula nas redes sociais pede a invasão do portal da universidade

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

18 Novembro 2012 | 17h57

A Fundação São Paulo (Fundasp), entidade mantenedora da PUC-SP, divulgou na tarde deste domingo, 18, uma nota oficial na qual comenta o seu posicionamento diante da campanha que tem circulado na internet, cujo objetivo principal é a retirada do site da instituição do ar. "A Fundação repudia a conclamação feita aos hackers, nas mídias sociais, para invasão do site oficial da universidade", afirmam no documento.

A campanha, lançada pelo grupo Anonymous (@YourAnonNewsBR), foi compartilhada pela página "Democracia na PUC-SP" no Facebook, que tem cerca de 2,6 mil seguidores e foi criada para discutir e informar a comunidade acadêmica sobre a mobilização contra a nomeação da nova reitora, Anna Cintra, indicada pelo cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer. Em nota, pede-se, "encarecidamente", que o site da PUC-SP seja tirado do ar por tempo indeterminado e que, se possível, que sejam divulgados os motivos da invasão e informações sobre a paralisação dos alunos, professores e funcionários.

De acordo com a comissão de comunicação dos estudantes, a campanha "é válida enquanto apoio".  Os alunos afirmam que o material foi divulgado como tantos outros que, de alguma forma, declararam apoio à luta da comunidade. A comissão, no entanto, preferiu não se posicionar quanto à validade da ação.

Nota oficial

Na sexta-feira, 16, a página "Democracia na PUC-SP" divulgou um documento falso no qual atribui a d. Odilo Scherer uma série de justificativas para a escolha de Anna Cintra para dirigir a universidade. O material já foi retirado do ar.

Segundo o texto, que trazia uma assinatura forjada do cardeal, a escolha e nomeação da nova reitora era "legítima" e "não vinha, como lamentavelmente declarado por alguns poucos, 'denegrir ou manchar' a história ou memória da PUC-SP". Na ocasião, a Assessoria de Imprensa de d. Odilo confirmou a falsidade da "nota oficial" e lamentou a atitude de quem produziu o material. Na nota deste domingo, a Fundasp voltou a comentar o caso: "É uma falsificação lamentável e grosseira do documento autêntico que formalizou Anna Cintra como reitora da instituição". A instituição reafirmou ainda o seu compromisso com a liberdade de expressão, com os princípios éticos e com o cumprimento de seus estatutos e com os da PUC-SP.

De acordo com uma comissão de comunicação dos alunos, o documento não foi "forjado por qualquer pessoa com ligação à pagina ou ao movimento que pode ser identificado como 'Democracia na PUC-SP'". Em sua página no Facebook, a comissão afirma desconhecer a origem do material, erroneamente publicado sem que antes as informações ali contidas tivessem sido confirmadas. "Cometemos, sim, um equívoco ao veiculá-lo sem conferir sua procedência."

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