Fundação Estudar oferece bolsas para graduação e pós

O valor da bolsa – que cobre até 95% do custo do curso – depende do perfil acadêmico, das condições socioeconômicas do estudante e da duração e do local do curso

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

08 Novembro 2014 | 16h00

A Fundação Estudar iniciou na semana passada o processo de pré-inscrição para o programa anual de bolsas para graduação e pós-graduação (mestrado, doutorado e MBA).

O estudante que deseja concorrer às bolsas deve estar em processo de aceitação (application) em universidades de excelência – no Brasil, a instituição precisa ter nota 4 ou 5 no Guia do Estudante; no exterior, ela tem de estar classificada entre as cem melhores em rankings internacionais, como o QS.

O valor da bolsa – que cobre até 95% do custo do curso – depende do perfil acadêmico, das condições socioeconômicas do estudante e da duração e do local do curso. Pós-graduações em instituições renomadas nos Estados Unidos, como Harvard e a Universidade de Chicago, podem custar até U$ 100 mil por ano, somados os gastos com moradia. No ano passado, foram concedidas 28 bolsas.

O objetivo da fundação é selecionar futuros líderes que possam desencadear grandes transformações na sociedade. “É um processo bastante meritocrático. Buscamos a história do candidato, o que ele já viveu e o que quer para o futuro”, diz a especialista em recrutamento e seleção da Fundação Estudar, Mariel Vieira. Entre os mais de 500 ex-bolsistas estão donos de empresas ou ocupantes de altos cargos. 

O processo seletivo, que começará no início de 2015, é composto por cinco etapas: coleta de dados pessoais, testes de lógica, painel com ex-bolsistas, dinâmicas em grupo e entrevista com membros do conselho da fundação. 

Giuliana Reis, de 25 anos, foi uma das selecionadas – ela conseguiu uma bolsa para um MBA na escola de negócios da Universidade de Chicago. Mais difícil do que ser aprovada na instituição, diz, foi disputar a bolsa com 30 mil concorrentes. “O processo é rigoroso. No começo, parecia inatingível.”

Já para João Lima, que atualmente faz MBA na Wharton Business School, da Universidade da Pensilvânia, uma das maiores surpresas foi a qualidade dos concorrentes à bolsa.  "Pessoas com os mais diversos backgrounds, cada uma com uma história diferente e todos com brilhantes conquistas. Assim, a cada etapa que passava sentia uma mistura de felicidade imensa com uma ansiedade do desafio ainda maior que viria na próxima etapa".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.