Funcionários temem que antigrevistas invadam o Sintusp

Baixo número de estudantes atrasa manifestação contrária a greve, prevista para às 12h

Elida Oliveira, Especial para o Estado de S. Paulo

19 Junho 2009 | 11h59

Cerca de 200 trabalhadores da Universidade de são Paulo se reuniram, por volta das 10h40, em frente à sede do Sindicato dos Funcionários da USP (Sintusp), em assembleia para discutir como impedir a ação dos alunos contrários à greve, que estava marcada para o meio dia desta sexta-feira, dia 19, dentro da cidade universitária, na Praça do Relógio. Os manifestantes contrários a greve estavam reunidos próximo ao local, às 11h50, mas por causa do baixo número de alunos presentes, o ato deve atrasar.     Normalmente as reuniões dos funcionários são realizadas em frente ao prédio da reitoria da Universidade, mas a de hoje foi transferida para a frente do Sintusp porque os funcionários temem que os manifestantes antigreve invadam a sede do sindicato.   Blog do pontoedu: Confira a manifestação contra a greve na USP Para Claudionor Brandão, diretor de base do Sintusp, a manifestação organizada pelo pessoal anti greve não é um simples protesto. "Eles estão organizando gente para ser contra a greve. Tem muitos que entram na USP para ser patrão, eles querem impedir nosso direito de fazer greve. Não são simples estudantes, são fascistas", afirmou.      Além desta pauta, os funcionários também discutiram a possibilidade de retirar os piquetes da reitoria na segunda-feira, dia 22, quando será a próxima reunião entre o Fórum das Seis (entidade que reúne representantes da USP, Unesp e Unicamp) e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), para a retomada das negociações.

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