Funcionários da USP protestam contra prisão de servidor

No início da manhã, manifestantes bloquearam portão 1 do Câmpus Butantã e decidiram seguir em direção ao Palácio dos Bandeirantes

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 09h48

SÃO PAULO - Após bloquear por três horas e meia o portão 1 do Câmpus Butantã, na zona oeste da capital paulista, na manhã desta quinta-feira, 26, funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fazem passeata rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, no Morumbi, zona sul. Os manifestantes protestam contra a prisão de Fábio Harano, servidor da USP preso nesta semana sob suspeita de cometer atos de vandalismo e associação criminosa durante um protesto. Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participam do ato.

O protesto se iniciou por volta das 6h no portão 1 - as entradas 2 e 3 funcionaram normalmente - e bloqueou vias como a Rua Alvarenga e a Avenida Afrânio Peixoto. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orientam o trânsito na região.

Os servidores e estudantes também protestam contra a postura do conselho de reitores das universidades estaduais paulistas, que definiram reajuste zero aos funcionários e professores em 2014. Para retomar a negociação salarial, o conselho propôs nesta quarta-feira, 25, a criação de grupos de trabalho para debater isonomia entre as universidades e assistência estudantil. Também foi proposta a discussão das pautas específicas das universidades.

O fórum das entidades sindicais ainda não se posicionou oficialmente. Na avaliação das categorias, falta uma sinalização clara de reabertura das negociações e a discussão das pautas específicas fragmenta a reivindicação unificada, relacionada ao congelamento de salários. Nesta quinta-feira, representantes das entidades vão à Assembleia Legislativa para pedir aos deputados mais repasses às universidades estaduais. 

Também foi marcado para esta quinta-feira um ato na Avenida Paulista pela libertação de Fábio Harano e Rafael Lusvarghi. Os grupos se concentrarão às 17h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

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