NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Funcionários da USP protestam contra medidas de economia

Entre as reivindicações estão a abertura de vagas para as creches da instituição e a contratação de servidores para restaurantes e HU

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2015 | 13h27

SÃO PAULO - Cerca de 100 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fazem protesto nesta quinta-feira, 15, na frente do prédio da reitoria, no câmpus Butantã, zona oeste da capital. A categoria, que faz paralisação em algumas unidades, protesta contra as medidas de economia tomadas pela administração da universidade, que vive grave crise financeira há dois anos.

Entre as reivindicações, estão a contratação de servidores para os restaurantes e o Hospital Universitário (HU) e a reabertura de vagas para as cinco creches da instituição. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) também critica o plano de demissão voluntária (PDV), em que se desligaram 1,4 mil dos 17 mil funcionários da USP. "Isso abre as portas para um aumento da terceirização", diz Neli Wada, diretora da entidade.

A associação de docentes convocou um dia de debates e protestos. O objetivo é discutir o corte de gastos da reitoria, o congelamento de contratações e os reflexos do PDV nas atividades acadêmicas. O Diretório Central dos Estudantes mobilizou universitários para acompanhar o ato dos professores e alunos da rede estadual, também nesta quinta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul. 

A paralisação afetou o trabalho da prefeitura do câmpus Butantã e do restaurante central. Também não funcionaram algumas bibliotecas, como da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e da Escola de Comunicação e Artes (ECA). Na FFLCH, carteiras foram empilhadas na frente de algumas entradas e parte das aulas foi cancelada. 

A reitoria da USP informou que a adesão à paralisação é pequena e que não houve prejuízos significativos às atividades acadêmicas. Disse ainda que o PDV e o congelamento de contratações foram motivados pela crise da universidade, que ainda gasta 103% do que recebe do governo estadual com salários. Representantes da reitoria, acrescentou a USP, tem reuniões periódicas com representantes dos servidores para discutir as demandas da categoria. 

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