Funcionários da USP fazem paralisação no próximo dia 26

Segundo sindicato, reitoria não marcou reunião de negociação com funcionários após fim da greve, como havia sido acordado

O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2014 | 18h55

 SÃO PAULO - Os funcionários técnico-administrativos da Universidade de São Paulo (USP) prometem fazer uma paralisação no dia 26, às 9h30, na frente do prédio da reitoria da instituição. Segundo o sindicato da categoria, o Sintusp, a manifestação ocorrerá porque a reitoria não marcou uma reunião de negociação com os funcionários após o retorno ao trabalho desde a greve dos servidores, que durou 116 dias. A reunião, de acordo com o Sintusp, faz parte do acordo final da greve.

Além da falta da negociação, o Sintusp alega que a paralisação também ocorrerá por causa da não contratação de funcionários, "nem ao menos para reposição de funcionários que se afastam quer seja por motivo de doença, aposentadoria ou falecimento". "Esta situação agrava ainda mais áreas como a Guarda Universitária que atualmente opera com menos de 30% do efetivo necessário", afirmou o sindicato, em nota.

A categoria quer que, na reunião, seja discutido o reajuste de benefícios como auxílio alimentação e vale-refeição, além de itens como a saúde dos funcionários e a desvinculação dos hospitais universitários.

Na nota enviada à imprensa, o sindicado se declarou a favor do corte dos salários acima do teto constitucional, que corresponde ao salário do governador para professores e funcionários, conforme aprovado pelo Supremo Tribunal Federal.

Também apoiou a divulgação dos salários, publicados nesta segunda-feira, 17, no site Transparência USP "por entender que somos servidores públicos, portanto pagos pela população que deve saber exatamente de que forma é gasto o seu dinheiro".

A assessoria de imprensa da USP foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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