Funcionários da Unicamp anunciam estado de greve

Eles farão paralisação na segunda-feira, 25, e realizarão novas assembleias para definir avanço das negociações

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

20 Maio 2009 | 17h38

Os funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciaram nesta quarta-feira, 20, estado de greve, definido em assembleia realizada no início da tarde. Eles farão uma paralisação dos serviços na segunda-feira, 25, e realização de novas assembleias, na semana que vem, para avaliar o avanço das negociações entre o Fórum das Seis (que representa trabalhadores e estudantes da Unicamp, da Universidade Estadual de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista) e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

 

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Os trabalhadores apresentaram proposta de reajuste de 17% (10% referentes às perdas salariais e 7% de aumento real) e mais R$ 200 fixos. O Cruesp concedeu reajuste salarial de 6,05% - a ser aplicado a partir dos salários de maio - para docentes e servidores técnico-administrativos das universidades estaduais paulistas. O reajuste corresponde ao índice de inflação medido pelo IPC-Fipe entre maio de 2008 e abril de 2009. O Cruesp informou que manteve seu compromisso de preservar o poder aquisitivo dos salários, diante de um cenário de queda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por causa dos efeitos da crise mundial.

 

Na segunda-feira os trabalhadores de Campinas seguirão em caravana para São Paulo, onde realizarão ato unificado em frente à reitoria da USP. A reunião entre os representantes dos funcionários das universidades paulistas e o Cruesp está marcada para as 14 horas. O objetivo da paralisação é pressionar os reitores. O movimento ocorrerá também na USP e Unesp.

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