PAULO LIBERT/AE
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Formação em mídia reforça cidadania

Unesco e Instituto Palavra Aberta firmaram parceria visando a promover a educação midiática de jovens estudantes brasileiros

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2019 | 18h18

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) firmou na semana passada com o Instituto Palavra Aberta uma parceria visando a promover a educação midiática de jovens estudantes brasileiros. De acordo com a organização, a cooperação vai capacitar professores para que abordem o tema com os alunos e tratem de tópicos como acesso à informação no mundo digital e a função das mídias nas democracias.

“Consideramos essencial a promoção da educação midiática e informacional diante da desinformação que vemos no ambiente da web”, disse em nota a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto.

A primeira ação da parceria será a construção de um currículo para a formação de professores, a partir de diretrizes já publicadas pela agência da ONU sobre o tema. O conteúdo de cursos de Pedagogia e Letras será alvo da articulação dessas instituições. “Nosso contexto tem exigido frequentemente a reafirmação da liberdade de expressão como um pilar da democracia.

Nesse sentido, por meio dos professores, estaremos formando uma geração de cidadãos com habilidade de acessar, analisar, criar e participar do mundo da informação digital, sempre com olhar analítico e crítico”, afirmou em nota divulgada à imprensa a presidente executiva do Palavra Aberta, Patricia Blanco.

Base comum

A educação midiática está contemplada em diversas áreas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), seja nas competências gerais ou em habilidades específicas, apontam as duas instituições. Elas ressaltaram que, entre as dez competências gerais, a que diz respeito à cultura digital prevê que o aluno seja capaz de “compreender, utilizar e criar tecnologias de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.

A Unesco destacou que a educação midiática aprimora a capacidade das pessoas de exercerem os direitos humanos fundamentais. “Entre os principais benefícios desses conteúdos estão a capacitação dos professores e a transmissão de conhecimentos cruciais sobre as funções das mídias e dos canais de informação nas sociedades democráticas”, reforçou a instituição.

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