Fora da escola, crianças se dão bem com a matemática

Quando não estão na escola, crianças sabem contar dinheiro, calcular troco, pagar a passagem do ônibus, somar e subtrair com facilidade. Mesmo assim, o estudo da Unesco e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta semana mostra os alunos brasileiros em penúltimo lugar em um ranking mundial nas habilidades em matemática.Educadores, como o vice-diretor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Nelio Bizzo, sustentam que o ensino é tradicionalista, baseado em demonstrações teóricas e desligado do cotidiano."Está claro que estamos fazendo a coisa errada, é preciso rever métodos de ensino", diz. "A formação de professores não pode ser encarada como algo de menor importância." Segundo ele, muitas vezes, quem ensina probabilidade não teve nem sequer noções de estatística na sua formação em licenciatura.Investimento crucialO investimento em educação infantil - para crianças de zero a 6 anos - também é considerado crucial para um melhor desempenho dos alunos no ensino fundamental e médio, posteriormente. "O desenvolvimento da curiosidade científica não começa aos 7 anos", diz a educadora da USP Lizete Arelaro.O relatório da Unesco e da OCDE, divulgado terça-feira, mostrou o Brasil na 37ª posição em compreensão de leitura e na 40ª em matemática e ciências. O estudo se baseou em informações fornecidas pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que avaliou alunos de 15 anos em 2000.

Agencia Estado,

02 de julho de 2003 | 23h30

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