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'Foi bom, deu mais tempo para estudar', diz aluno que teve Enem adiado

Um total de 191 mil estudantes devem fazer a prova neste fim de semana; na data oficial, em novembro, suas escolas estavam ocupadas

Leonardo Augusto, O Estado de S. Paulo

03 Dezembro 2016 | 12h35

BELO HORIZONTE - Candidatos da capital mineira ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 que tiveram as provas transferidas para esse final de semana, 3 e 4, por causa das ocupações afirmaram que os 30 dias que tiveram a mais para estudar pode fazer diferença no resultado. O exame foi aplicado à maior parte dos candidatos nos dias 5 e 6 de novembro. Um total de 191 mil estudantes farão as provas - Minas, com 72.302 estudantes, é o Estado com o maior número de inscritos.

Washington Júnior de Jesus Calisto, de 17 anos, que pretende fazer vestibular para engenharia de produção, faria as provas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Entendo as manifestações. É preciso lutar pelos nossos direitos, desde que seja de forma pacífica. A mim não prejudicou. Pode ter atrapalhado outras pessoas, mas é uma forma de chamar a atenção." Washington fez as provas em uma faculdade no centro da cidade, onde o exame está sendo aplicado para cerca de 900 estudantes.

Wanderson Cássio Maia Ferreira, de 20 anos, que pretende fazer Direito, também não reclamou de não ter feito as provas em novembro, e aprovou as ocupações. "Não achei ruim. É direito das pessoas protestar. Foi até bom que deu mais tempo para estudar". Da mesma forma pensa Yasmin Campos, de 18 anos, de Venda Nova.

Yacenia Panambi, de 17 anos, também apoia as manifestações e reclamou do comportamento de colegas contrários à manifestação. "Na semana passada, um grupo de colegas quebrou as barracas de alunos que ocupam a minha escola. Isso não pode acontecer", disse. Wanderson, Yacenia e Yasmin também fariam as provas na UFMG.

Segundo informações da presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), Kessia Cristina, existem hoje cerca de 40 escolas ocupadas em Belo Horizonte. Em nenhuma o Enem será aplicado nesse fim de semana. Na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que estava ocupada em novembro, mas ainda assim serviu como um dos pontos de aplicação das provas, os manifestantes já se retiraram, em cumprimento a mandado de reintegração de posse, conforme a presidente da UCMG.

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