Física aplicada na meteorologia

Há mais de três décadas no Inpe, o físico José Paulo Bonatti trabalha com os modelos climáticos

Carolina Stanisci, Especial para o Estadão.edu

23 Fevereiro 2010 | 00h23

Nos centros de previsão do tempo, o trabalho de físicos, engenheiros e técnicos em computação é imprescindível. Há mais de três décadas no Inpe, o físico José Paulo Bonatti, de 55 anos, trabalha com os modelos climáticos, conjunto de equações que, rodadas em supercomputadores, transformam dados sobre o clima em material gráfico com o qual os profissionais trabalham para prever o tempo.  Saiba mais: Sob chuva e (muita) pressão Onde estudar meteorologia Evitando tragédias Bonatti foi um dos responsáveis pela adoção dos supercomputadores em Cachoeira Paulista. Alguns dos equipamentos, de diversas gerações, estão desativados. "Guardamos como lembrança."  O físico diz que o primeiro supercomputador do Inpe, um NEC (marca japonesa) SX-3, chegou em 1994. Em 1998, foi a vez do SX-4. O que está em uso é um modelo SX-6, de 2003, que processa até 768 gigaflops – flop é a unidade que mede a capacidade de processamento dos computadores por segundo.  O Inpe está em fase de licitação para adquirir um equipamento ainda mais poderoso. "Quando comprarmos um computador mais potente, estaremos no mesmo nível dos centros dos EUA e da Europa. Mas logo eles compram um melhor e ficamos obsoletos."

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