GABRIELA BILO/ ESTADAO
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Fies terá 61,5 mil novas vagas no segundo semestre, diz ministro

Programa de financiamento deve beneficiar cerca de 313,9 mil pessoas neste ano; em 2014, foram firmados 731 mil contratos 

O Estado de S. Paulo

26 Junho 2015 | 11h37

Atualizada às 21h52

SÃO PAULO - O Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre terá 61,5 mil novas vagas, segundo anunciou nesta sexta-feira, 26, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, em vídeo postado em uma rede social. Agora, o Fies será voltado para estudantes de famílias com renda de até 2,5 salários mínimos per capita. A data do início das inscrições ainda não foi informada.

Somado aos financiamentos do primeiro semestre, o Fies terá neste ano 313,9 mil novos contratos. O número representa 57% do total de 2014, quando foram firmados 731 mil. 

Foram confirmadas uma série de mudanças nas regras de financiamento, como o Estado revelou nesta sexta. Haverá aumento dos juros do financiamento – dos atuais 3,4% ao ano para 6,5%. Mesmo com a mudança, a taxa segue abaixo da inflação média dos últimos anos. 

Anunciando a segunda edição do FIES deste ano. Posted by Renato Janine Ribeiro on Sexta, 26 de junho de 2015

Poderão acessar o programa alunos com renda de até 2,5 salários mínimos per capita. Até o primeiro semestre, o limite era de uma renda bruta de até 20 salários mínimos (R$ 15.760). 

Agora, o porcentual financiado vai variar de acordo com a renda e pode mudar a cada ano. As famílias com nível de renda menor pagarão menores valores independente do curso financiado. A taxa de juros trimestrais pagos durante o curso e na carência poderá chegar a R$ 250. Hoje elas são fixas de R$50. A carência continua em 18 meses, mas o prazo para pagamento será de três vezes o tempo do curso, sem o acréscimo de 12 meses que havia até agora. “As alterações nas condições de financiamento visam reduzir o subsídio por aluno de forma a fortalecer a sustentabilidade do programa”, informou nota conjunta do MEC e do Ministério do Planejamento.

“O Fies é para os estudantes que têm necessidades, que são mais pobres, e precisam de financiamento”, disse Ribeiro nesta sexta pela manhã. Terão prioridade cursos com notas 5 e 4 na escala de qualidade do MEC nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As áreas de Engenharia, formação docente e Saúde são outro foco. O MEC também negociou com as faculdades privadas desconto de 5% nas vagas preenchidas pelo Fies. 

Dificuldades. Aluno de Rádio e TV em São Paulo, Leonardo Varela, de 20 anos, não conseguiu financiamento no primeiro semestre. “Contava com o Fies. Até hoje, não paguei nenhuma mensalidade, que é de R$ 1,2 mil”, diz. Como seu curso está fora das novas prioridades, está pessimista. “Passei em todas as disciplinas, mas acredito que não vou conseguir o financiamento”, lamenta. Segundo ele, é importante o governo ter prioridades de formações e áreas do País, mas sem prejudicar as outras. / ISABELA PALHARES, PAULO SALDAÑA e VICTOR VIEIRA

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