André Dusek/Estadão
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Fies pode ter novos critérios em 2016, afirma ministro

Segundo Renato Janine Ribeiro, as mudanças feitas neste ano, como priorizar cursos de alta qualidade, trouxeram vantagens e outras alterações podem ser feitas

Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 21h07

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou nesta segunda-feira, 4, que novos critérios e exigências podem ser adotados na próxima edição do Fies. “Nós vamos estudar isso porque essa mudança de critérios que tivemos para esta edição trouxe vantagens. Temos agora cerca de 50 mil financiados pelo Fies que estão em cursos muito bons, nota cinco. Pelo critério anterior, teríamos apenas 20 mil”, disse.

Nesta edição, 19,79% dos cursos financiados receberam nota máxima do MEC. Em 2015, foram 8,13%. “Podemos eventualmente introduzir novas mudanças, mas seria complicado dizer quais são, porque elas dependem de definição”, ponderou Janine Ribeiro. 

Segundo o ministro, o resultado das inscrições deste semestre também é positivo no que diz respeito a cursos que são prioridade para o País. As graduações de Engenharia foram as mais procuradas, com quase 47 mil inscrições, seguidas do curso de Direito, com 42,7 mil financiamentos, e Enfermagem, com 16,8 mil. 

Segundo ele, o governo deve integrar os sistemas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fies no próximo semestre. Dessa forma, o estudante vai tentar uma vaga em universidade pública pelo Sisu e, se não conseguir, será automaticamente direcionado para a seleção do ProUni, que dá vagas em universidades privadas.


No caso de essa segunda tentativa ter resposta negativa, poderá tentar o financiamento pelo Fies. Hoje, cada um dos programas exige uma inscrição separada. “Nosso plano é realmente adotar esse sistema já no segundo semestre, que simplifica a vida de todo mundo”, explicou Janine.

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